quarta-feira, 3 de janeiro de 2007



2007

Todo ano escrevo aos céus uma carta cheia de esperança para o ano que vai começar. Gosto dos rituais da virada desde pequena quando via a Titá abrir todas as portas e janelas para a sorte entrar, acender todas as luzes para a alegria não faltar e à meia-noite quebrar um copo de vidro. Tinham as romãs e a sopa de lentilhas também. E uma sensação de renovação e otimismo, parecida com a que eu tinha quando começava caderno novo.
Para 2007 nada escrevi. Acho que é um sinal de fé soltar e deixar vir.
Guardei somente as palavras saúde, sabedoria e alegria. Desejei também saborear sempre os instantes. E agradeci pela minha família e meus amigos.
Recomeçar é a mágica da vida. O calendário é mesmo uma invenção sábia.

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