SAPO ARGENTINO
Hoje não está fácil.
Não é TPM, não é nada específico, é o meu lado B que quis ficar tocando o dia inteiro.
Tocando um sou-chata-às-vezes-tenho-mau-humor-paticumbum-dou-respostas-atravessadas-não-sorrio-à-toa.
Nesses dias a gente atrai o perrengue. Vai estacionar não tem vaga, bate a canela na quina, dá topada no chão, borra o esmalte, esquece que tinha consulta no médico, entra no chuveiro e esquece o xampú do lado de fora, liga para as amigas e ninguém atende.
Queria sair mas a Adri foi embora e o Tin está filmando. Nesses dias também me aparece uma capacidade de ser implicante perigosíssima - as filmagens são a salvação do Tin e a folga a sorte da Adriana.
Tive o que mereci: uma sexta -feira quente de verão, de férias, em casa, com a Lolô dormindo e o pobre Bê ainda enfermo. Na tv, Globo Reporter sobre feras de boca imensa.
O sapo argentino é diabólico. Sempre.
Eu pelo menos sou isso, mas não sou só isso.
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