AI, COMO DÓI
Lolô caiu. Estava dançando contente na sala, parou para fazer graça, sacodiu a cabeça de um lado para o outro, perdeu o equilíbrio e pumba de boca no móvel da televisão...silêncio, tudo escuro, choro, câmera lenta, e agora? eu quero a minha mãe! E Lolô queria a dela, que no caso era eu, toda mole, tremendo por dentro, muda, branca.
E dói, dói, dói ver a pequenininha na maca. O médico costurou o corte enquanto o Tin falava paizices amorosas para a Lolô. Foram cinco pontos no lábio superior.
Assim que acabou uma calmaria tomou conta de mim. Peguei a Lolô no colo e saí com ela nos braços, materníssima.
Vim embora pensativa e com vontade de ter outro filho.
A gente é besta mesmo.
Doeu em mim também.
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