AOS VINTE E POUCOS ANOS ESCREVI "MARIA"
Hoje eu sonhei contigo Maria
Com teu olhar de mulher no ônibus, viajando para um mundo sem sonhos.
Me sonhei criança,
desagasalhada da vida,
desacostumada a sofrer
te vendo sentir um frio que não existia
Era um frio que doía, não era mesmo Maria?
Maria, Maria
Sonhei com você esta noite
Eu criança no escuro tentando penetrar no desassossego do teu olhar
Era um espaço vazio que existia não era mesmo, Maria?
Mas entre quê e quê?
Foi um sonho medonho esse meu,
O sol das cinco baixava, opala branco chegava trazendo a família
e minha folha em branco você não preenchia
Maria, ô Maria, que é isso que tu sentia?
Pois olha, Maria
estava aflita de te dizer
que se hoje eu pagasse um ônibus, sentaria à janela com teu olhar tristonho
Foi o tempo que passou
Meu telefone que andou mudo
Eu andei calada, só, diferente
Ô Maria, minha florzinha
É que dói demais ser gente
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