segunda-feira, 6 de agosto de 2007

SURYA NAMASKAR

Eu não fiz festa de casamento, nem festa de quinze anos, nem de formatura.
Fiz muitas reuniões em casa que nunca me tiraram o sono porque eram informais,
e eram minhas, e sei lá...
Mas aí veio a Lolô e o aniversário dela passou a ser o evento mais comemorado da casa. É uma delícia, a gente faz lista, pensa nos preparativos, discute o tema, providencia atrações que ela curta de verdade e reza, reza de joelhos para o dia amanhecer lindo e mágico.
Mas pela segunda vez no aniversário dela fez muito frio, caiu uma garoa fina e gelada, o tempo fechou mesmo.
E a Lolô amanheceu resfriada, com uma tosse braba.
Mas ela, sabia que é, não questionou o clima e nem pensou no que poderia ter sido. Viveu o presente, pulou, pulou, pulou, até olhar para o céu e rugir feito um leãozinho. Era pura alegria de viver.

2 comentários:

  1. Que mais pode desejar uma avó senão que ela continue sábia assim, vivendo no presente? Ah, e também que nós todos continuemos a aprender com ela...
    Vó Otilia

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  2. mas a chuva não tirou a animação da guriazinha de prenda! é isso o que importa!

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