VOLUNTÉ
Não sei se é porque ouvi logo cedo uma negra da Virginia com voz libidinosa cantando na Eldorado. Ou porque li o que Lygia Fagundes Telles falou sobre escrever para viver, a respeito do seu último livro, escrito após a morte do seu único filho. Não sei se porque ainda hoje li a história do documentário Satori Uso, um poeta japonês que nunca existiu, assinado por um documentarista imaginário, cujas imagens, comenta-se, toca o espectador. Teve também uma passagem de um livro que estou lendo. Nela, um menino vê o atleta olímpico alemão bater o recorde mundial nos cem metros e Hitler não lhe deu a mão porque ele era negro. O menino estava tão radiante, achando aquele corredor o homem mais admirável da terra, que pintou-se com carvão e saiu pelas ruas em solidariedade.
Não sei o que foi, mas estou um pouco eufórica. Foram muitas criações originais cheias de alma numa manhã só.
Senti vontade.
Lembrei que algum filósofo dizia que a vontade é o tônus da idéia.
Não, acho que ele dizia da importância da vontade e esse tônus aí eu que inventei.
Hoje eu inventaria muitas coisas. Não posso perder hoje.
Oi Ana, adoro seu blog!! Parabens!!
ResponderExcluirOnde foi que vc leu a entrevista da Lygia?? Obrigada e bjinhos,
Juliana
é muito verdade isso: você não pode se perder hoje!
ResponderExcluirEU TAMBÉM.
ResponderExcluirBJS
Sou sua fã.
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