terça-feira, 26 de junho de 2007


FELICIDADE

Segunda-feira, fim do dia. E veio a Lolô toda toda entrando na cozinha.
- Nãna, ô Nãna!
- Oi meu amor?
- Eu tô feizi!
17h42

Já faz muito tempo que é hoje.
Aqui na agência o tempo anda custando a passar.

segunda-feira, 25 de junho de 2007



ÀS VEZES EU TENHO UMA LEVE IMPRESSÃO DE INTUIR QUEM SERÁ ESTA MULHER

A FABULOSA HISTÓRIA DO ELEFANTE COR-DE-ROSA
(Uma singelice da Lu Cotrim)

Começou na pré escola quando a irmã Alice, minha professora, disse que ia ter um sorteio, acho eu. Não me lembro muito bem.

O que me lembro fortemente é que na hora do recreio, ia de um lado para o outro, pensando, concentrando, as marias-chiquinhas acompanhavam meus passos, os olhos fechavam com toda a força, eu queria muito.

Eu queria muito ganhar aquele lindo elefante cor de rosa inflável.
Era um sonho. Eu tinha que ganhar. Eu queria muito ganhar.
Na minha mão fechada, com muita força, aquele pedaço de papel quase se desfaz, mas está lá o número que me traria a alegria esfusiante e inebriante.

Quando a irmã Alice disse o número 11 a minha lembrança corta, pula para a cena de vencedora.

O elefante cor de rosa inflável em minhas mãos. Quase maior que eu, tinha que abracar até juntar as 2 mãos para conseguir segurá-lo.

E chegou a hora, o sinal toca e todas as crianças saem de suas cadeiras, formam a fila para irem para o portão encontrar as mães. Esse trajeto estará sempre gravado em detalhes na minha memória. Foi a glória...

Como sempre fui uma aluna alta, meu lugar na fila sempre foi o penúltimo ou ante-penúltimo. Eu nunca era a primeira, mal saia nas fotos, ficava mais tempo na escola, e etc.

Mas naquele dia, eu fui orgulhosa, com postura reta, ereta, alta, com as chiquinhas balançando....no primeiro lugar da fila.
De um lado, agarrava o meu maravilhoso prêmio, quase do meu tamanho, o elefante cor de rosa inflável.
E do outro lado, dava a mão para a irmã Alice, talvez tenha sido a primeira e a única vez...

Aqueles 2 minutos até o portão, na verdade foram duas horas para mim.
E quando chegamos foi o êxtase, todas as mães olhavam para mim e para o MEU elefante cor de rosa inflável.
Aquele dia era eu, eu era para todos aquele dia.

Desde desse dia o número 11 tornou-se meu número da sorte.



A PRIMEIRA QUADRILHA

Como é bom ser mãe. Acordei tão feliz neste sábado! Coloquei na Lolô o vestido amarelo que ela escolheu, três pintinhas de cada lado da bochecha, maria-chiquinha no cabelo e lá foi ela para a festa junina da Esquiliho.
Cada criança tinha que levar um prato de salgado. Me lembrei de quando eu era criança e levava suspiro da Pão Quente em qualquer evento que pedisse que se colaborasse com comes e bebes.
Dez da manhã Toty, Chê, Gi, Tom, Eliete e Vitória emocionadamente a postos. As doze bebês entraram no palco e lá permaneceram quase imóveis durante as três músicas que dançariam, mas não importava. A Lolô estava feliz e se achando uma flor com aquele vestido. Ela sorria com os olhos.
Eu sorria com o coração.
ALEGRIA, ERA O QUE FALTAVA

Como dizia Cartola.
Mas hoje estou bem contente. Acho que passei por uma mini-deprê gravídica, conjunturada com uma crise no trabalho.
Não posso garantir que passou. Mas como o que importa é o agora, agora estou muito bem, completando três meses de gravidez nessa semana (o bebê já é uma pessoinha de 5 cm, todo bonitinho e perfeito), feliz da vida com a Lolô e voltando a tomar gosto pelas coisas da vida, a começar pela yoga.
Ainda bem que acordei antes de junho acabar, ainda há muita festa junina para se festejar.
Ainda há muito o que festear.
Hoje quero viajar, quero me casar, quero comer pé-de-moleque.

quinta-feira, 14 de junho de 2007


NO RIO

Tudo faz sentido.
TODA A MINHA CRIAÇÃO ESTÁ NA BARRIGA

Assim como no início da primeira gravidez ando bem sem assunto.
Não quero me expressar, nem falar, nem inventar nada.
Quero só me recolher.
Estou criando um filho dentro da barriga e outra filha fora e por hoje é tudo o que posso dar ao mundo, além de um sorriso sem graça. É que se enjoa e se entristece à toa nessa fase.