VELHOS AMIGOS
A Toty vem sempre. Veio o Zé. A Loira, a Hotz.
Estamos falando de amizades que já duram mais de vinte anos.
Mas é abrir a porta e ter certeza que o tempo não existe.
Ainda somos os mesmos e eu fico satisfeita.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
SÓ FALO UMA COISA NESSE DIA CHUVOSO:
www.blogdeblindness.blogspot.com
Um diário do Fernando Meirelles sobre"A cegueira". A Fú me mandou o link e eu passei um tempão lendo e pensando sobre a engenharia que envolve o cinema e como ele, que eu admiro tanto, pensa o cinema, desmistifica sua profissão, conta os bastidores da montagem e se acha medíocre muitas vezes, como todos nós..
www.blogdeblindness.blogspot.com
Um diário do Fernando Meirelles sobre"A cegueira". A Fú me mandou o link e eu passei um tempão lendo e pensando sobre a engenharia que envolve o cinema e como ele, que eu admiro tanto, pensa o cinema, desmistifica sua profissão, conta os bastidores da montagem e se acha medíocre muitas vezes, como todos nós..
sábado, 26 de janeiro de 2008
NEIDE
Se você está acompanhando a novela da minha vida deve estar querendo saber a quantas anda Neide Naura. Pois então, anda aqui falando para eu não jogar criança para cima porque "vira o bucho e entorta a espinhela." E põe maizena na água do banho da Manu para tirar as brotoejas. Chama a Lolô de Manu e a Manu de "o Titi" . Brigou com o noivo japa e disse que se tiver que escolher entre ele e a cachorra fica com ela. Fala, fala, fala. Arruma a casa todinha. Olha a Lolô e a Manu sem muita emoção, como os antigos olhavam criança, bem sem frescura.
Não sei o que acho.
Não sei se vai dar certo.
Por enquanto agarrei minha mãe pelo pé e não deixo ela ir embora por nada nesse mundo.
Se você está acompanhando a novela da minha vida deve estar querendo saber a quantas anda Neide Naura. Pois então, anda aqui falando para eu não jogar criança para cima porque "vira o bucho e entorta a espinhela." E põe maizena na água do banho da Manu para tirar as brotoejas. Chama a Lolô de Manu e a Manu de "o Titi" . Brigou com o noivo japa e disse que se tiver que escolher entre ele e a cachorra fica com ela. Fala, fala, fala. Arruma a casa todinha. Olha a Lolô e a Manu sem muita emoção, como os antigos olhavam criança, bem sem frescura.
Não sei o que acho.
Não sei se vai dar certo.
Por enquanto agarrei minha mãe pelo pé e não deixo ela ir embora por nada nesse mundo.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
O SIGNO DA CIDADE
Eu sou fão da fotografia do Tin. No longa do Ricceli que leva o nome do post eu achei a fotografia linda e achei que ela teve papel fundamental para ajudar a contar a história desse longa sobre São Paulo. "O signo da cidade" é cruel e terno porque foi filmado de um jeito tocante e encantador.
Hoje na coluna do Contardo Calligaris ele fala sobre o filme. Achei muito bom o texto. Tem um momento em que ele escreve sobre a regra da vida urbana: "para viver aqui preciso esquecer a humanidade que compartilho com os outros, preciso que a vida deles não me interesse." O filme nos ajuda a acreditar que talvez não seja bem assim.
Vale a pena ver. Dia 25 de janeiro, para comemorar o aniversário de São Paulo, a entrada custará só 1 real. Vá lá.
Eu sou fão da fotografia do Tin. No longa do Ricceli que leva o nome do post eu achei a fotografia linda e achei que ela teve papel fundamental para ajudar a contar a história desse longa sobre São Paulo. "O signo da cidade" é cruel e terno porque foi filmado de um jeito tocante e encantador.
Hoje na coluna do Contardo Calligaris ele fala sobre o filme. Achei muito bom o texto. Tem um momento em que ele escreve sobre a regra da vida urbana: "para viver aqui preciso esquecer a humanidade que compartilho com os outros, preciso que a vida deles não me interesse." O filme nos ajuda a acreditar que talvez não seja bem assim.
Vale a pena ver. Dia 25 de janeiro, para comemorar o aniversário de São Paulo, a entrada custará só 1 real. Vá lá.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008

RONALDO FRAGA
Toda semana da moda em São Paulo é a mesma coisa. Eu fico vendo GNT porque adoro moda e assisto aos desfiles. Mas o que me interessa mesmo é que no meio deles há sempre aquele que é mais do que moda, é poesia: o desfile do Ronaldo Fraga.
Saudoso, respeitoso, orgulhoso do país em que vive, do estado em que nasceu, da casa onde viveu, dos livros que leu, ele sempre me dá um susto de singelice. Dessa vez homanegeou as lojas de tecidos antigas, as tias que vão à costureiras, os figurinistas, o passado gostoso. Uma homenagem ao antigo que não é retrô, é só saudade mesmo.
Ao comentar sua coleção, diz: "A memória é meu playground preferido."
Aplaudo de pé.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
MÃE
Eu subestimei a ajuda da minha mãe nesses primeiros dias da bebê. Achei que ela não fosse conseguir me tirar do sufoco.
Ela sempre repetiu que tem pouca prática e muito boa vontade e não há discussão: ela tem enorme vontade de colaborar.
Pois na quinta eu pedi arrego, apoiada pela Lolô. No sábado minha mãe chegou, pegou a Manu num braço, a Lolô no outro e me ajudou infinitamente. Uma ajuda que não se paga no fim do mês porque tem laços de sangue envolvendo tudo.
Daqui do quarto ouço elas na sala. Minha mãe sentada com a Lolô no chão por horas e horas, contando histórias, dando com ela boas gargalhadas, dando comida, alimentando seu faz-de-conta. De vez em quando uma fala para a outra: eu a-do-ro-a-lo-lô e a pequena responde eu a-do-ro-a-vovó-Laila. E a Manu logo se aconchegou no colo dela.
Fiquei em paz. Inclusive porque não lembrava muito da minha mãe na minha infância.
Estou preenchendo esta lacuna da minha memória com sensações ótimas.
Eu subestimei a ajuda da minha mãe nesses primeiros dias da bebê. Achei que ela não fosse conseguir me tirar do sufoco.
Ela sempre repetiu que tem pouca prática e muito boa vontade e não há discussão: ela tem enorme vontade de colaborar.
Pois na quinta eu pedi arrego, apoiada pela Lolô. No sábado minha mãe chegou, pegou a Manu num braço, a Lolô no outro e me ajudou infinitamente. Uma ajuda que não se paga no fim do mês porque tem laços de sangue envolvendo tudo.
Daqui do quarto ouço elas na sala. Minha mãe sentada com a Lolô no chão por horas e horas, contando histórias, dando com ela boas gargalhadas, dando comida, alimentando seu faz-de-conta. De vez em quando uma fala para a outra: eu a-do-ro-a-lo-lô e a pequena responde eu a-do-ro-a-vovó-Laila. E a Manu logo se aconchegou no colo dela.
Fiquei em paz. Inclusive porque não lembrava muito da minha mãe na minha infância.
Estou preenchendo esta lacuna da minha memória com sensações ótimas.
BABÁ
Contratar uma babá é muito mais difícil do que qualquer outra contratação que alguém já fez na vida. Está se escolhendo alguém que vai habitar a sua casa, fazer parte das suas viagens, conviver dia e noite com seus filhos, trombar com você no corredor à noite.
Quando fui contratar a Adriana pensei em desistir quando ela cruzou a perna e eu notei a quantidade de pêlos longos que ela tinha. Aí reparei no buço, na sobrancelha que emendava com o cabelo. Imaginei minha pequena Lolô perdida naquele emaranhado negro. Mas estava desesperada e resolvi relevar e segurar só o sorriso que ela tinha, que fazia ela parecer a Ama, aquela líder espiritual que abraça pessoas.
Agora veio a Neide. Na entrevista parecia que eu tinha fumado um e ela também. Ela juntava a história dos gêmeos que ela cuidava com a do cachorro pintcher, passando pelo noivo japonês, um ex-noivo árabe e seu contato com o alcorão. No meio falou em ponto cruz, nome de pomadas de assaduras, religião evangélica.
Viva a diversidade! Vamos tentar com a Neide.
Hoje foi o primeiro dia dela aqui.
Enquanto dava de mamá, conversamos o seguinte:
- Tem uma coisa em mim que eu não gosto
- O que Neide?
- Meu nome: Neide Naura. Queria muito mudar. Um dia eu ainda vou realizar este sonho.
- Como você queria se chamar?
- Anh? Ah, eu queria chamar Kézia. Acho lindo Kézia.
Como diz meu marido: quando o Fernando Meirelles põe isso no roteiro a gente acha que é piada.
Contratar uma babá é muito mais difícil do que qualquer outra contratação que alguém já fez na vida. Está se escolhendo alguém que vai habitar a sua casa, fazer parte das suas viagens, conviver dia e noite com seus filhos, trombar com você no corredor à noite.
Quando fui contratar a Adriana pensei em desistir quando ela cruzou a perna e eu notei a quantidade de pêlos longos que ela tinha. Aí reparei no buço, na sobrancelha que emendava com o cabelo. Imaginei minha pequena Lolô perdida naquele emaranhado negro. Mas estava desesperada e resolvi relevar e segurar só o sorriso que ela tinha, que fazia ela parecer a Ama, aquela líder espiritual que abraça pessoas.
Agora veio a Neide. Na entrevista parecia que eu tinha fumado um e ela também. Ela juntava a história dos gêmeos que ela cuidava com a do cachorro pintcher, passando pelo noivo japonês, um ex-noivo árabe e seu contato com o alcorão. No meio falou em ponto cruz, nome de pomadas de assaduras, religião evangélica.
Viva a diversidade! Vamos tentar com a Neide.
Hoje foi o primeiro dia dela aqui.
Enquanto dava de mamá, conversamos o seguinte:
- Tem uma coisa em mim que eu não gosto
- O que Neide?
- Meu nome: Neide Naura. Queria muito mudar. Um dia eu ainda vou realizar este sonho.
- Como você queria se chamar?
- Anh? Ah, eu queria chamar Kézia. Acho lindo Kézia.
Como diz meu marido: quando o Fernando Meirelles põe isso no roteiro a gente acha que é piada.
domingo, 20 de janeiro de 2008
FRANGO DE PADOCA
Hoje, domingão, eu, minha mãe, Lolô e Tin almoçamos um frango de padoca com farofa.
Assim como o cheiro e a música, o sabor também me transporta para outros tempos.
Frango assado aos domingos me lembrou de quando enchíamos a sacola de feira com cascos vazios de tubaina e Coca família para comprar os refrigerantes para o almoço na casa da vovó Martha. Lembrei que o frango assado ia à mesa e eu, meus primos e irmão disputávamos a pele crocante como se fossemos gladiadores, arrancando o quanto podíamos dela com a mão, direto na assadeira.
Meu primo Leandro às vezes saía da mesa e se plantava em frente da tv preto e branco onde passava o Silvio Santos. A família inteira berrava para ele sair da frente, porque todo mundo queria ver o Pablo no "Qual é a música", ou adivinhar a palavra do "Roletrando" mas ele não ouvia ninguém. Ficava vidrado, estático, nariz grudado na pequena televisão. Precisava alguém arrancar ele de lá pela orelha. Aí começava um fusuê. Ele chorava e xingava todo mundo, tio Mundo ficava nervoso, Titá defendia ele, minha avó saía em protesto e ia lá fora na calçada, se encostava no muro da casa dela com as duas mãos para trás.
Eu torcia tanto para ele parar de berrar e espernear, para o tio Mundo e a tia Cristina se acalmarem, para a minha avó não ficar chateada mas não adiantava, minha família era uma bomba relógio e quando ela explodia não tinha o que segurasse.
Frango assado no domingo sem barulho não é a mesma coisa.
Hoje, domingão, eu, minha mãe, Lolô e Tin almoçamos um frango de padoca com farofa.
Assim como o cheiro e a música, o sabor também me transporta para outros tempos.
Frango assado aos domingos me lembrou de quando enchíamos a sacola de feira com cascos vazios de tubaina e Coca família para comprar os refrigerantes para o almoço na casa da vovó Martha. Lembrei que o frango assado ia à mesa e eu, meus primos e irmão disputávamos a pele crocante como se fossemos gladiadores, arrancando o quanto podíamos dela com a mão, direto na assadeira.
Meu primo Leandro às vezes saía da mesa e se plantava em frente da tv preto e branco onde passava o Silvio Santos. A família inteira berrava para ele sair da frente, porque todo mundo queria ver o Pablo no "Qual é a música", ou adivinhar a palavra do "Roletrando" mas ele não ouvia ninguém. Ficava vidrado, estático, nariz grudado na pequena televisão. Precisava alguém arrancar ele de lá pela orelha. Aí começava um fusuê. Ele chorava e xingava todo mundo, tio Mundo ficava nervoso, Titá defendia ele, minha avó saía em protesto e ia lá fora na calçada, se encostava no muro da casa dela com as duas mãos para trás.
Eu torcia tanto para ele parar de berrar e espernear, para o tio Mundo e a tia Cristina se acalmarem, para a minha avó não ficar chateada mas não adiantava, minha família era uma bomba relógio e quando ela explodia não tinha o que segurasse.
Frango assado no domingo sem barulho não é a mesma coisa.
OURO
Ontem decidimos arrumar tudo por aqui, jogar muita coisa fora, reler cartas e bilhetes, tirar o antigo para o novo entrar.
Eu consegui resumir meu passado a uma pasta cheia de divisórias só com relíquias.
Uma delas foi um caderninho que há dez anos levei no Dr Sang a pedido dele. Me lembro como se fosse hoje, ele sentado em sua cadeira, olhos bem fechadinhos, dizendo que ia me ensinar a viver. Pediu que eu anotasse o seguinte:
- Agradeça os obstáculos. São eles que te fazem crescer
- Dê e esqueça que deu. Copie a natureza que dá sem querer nada em troca.
- Três vezes ao dia faça como os orientais: pergunte-se o que você não fez direito hoje.
- Nunca se esqueça que o céu sabe, a terra sabe, você não precisa se explicar.
- "Precisa, precisa, não tem gosto não gosto."
Infinito e lindo, não é?
Ontem decidimos arrumar tudo por aqui, jogar muita coisa fora, reler cartas e bilhetes, tirar o antigo para o novo entrar.
Eu consegui resumir meu passado a uma pasta cheia de divisórias só com relíquias.
Uma delas foi um caderninho que há dez anos levei no Dr Sang a pedido dele. Me lembro como se fosse hoje, ele sentado em sua cadeira, olhos bem fechadinhos, dizendo que ia me ensinar a viver. Pediu que eu anotasse o seguinte:
- Agradeça os obstáculos. São eles que te fazem crescer
- Dê e esqueça que deu. Copie a natureza que dá sem querer nada em troca.
- Três vezes ao dia faça como os orientais: pergunte-se o que você não fez direito hoje.
- Nunca se esqueça que o céu sabe, a terra sabe, você não precisa se explicar.
- "Precisa, precisa, não tem gosto não gosto."
Infinito e lindo, não é?
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
AS ÚLTIMAS DA LOLÔ
- Quero nanar com a mamãe.
- Então vem.
- Não, com a outra mamãe.
- Você fica aqui.
( E coloca o nenê dentro da barriga da mãe brincando de casinha).
- Mamãe, cadê a minha nana?
(Vontade de responder: foi pro inferno). Mas a gente fala:
- Foi embora cuidar dos filhinhos dela.
- E quando vem uma nana nova pra cuidar de em mim?
- Quero nanar com a mamãe.
- Então vem.
- Não, com a outra mamãe.
- Você fica aqui.
( E coloca o nenê dentro da barriga da mãe brincando de casinha).
- Mamãe, cadê a minha nana?
(Vontade de responder: foi pro inferno). Mas a gente fala:
- Foi embora cuidar dos filhinhos dela.
- E quando vem uma nana nova pra cuidar de em mim?
BALANÇA
Me sinto mais gorda hoje do que quando estava grávida de nove meses. Fica difícil de acreditar que um dia meu corpo volta a ser ele e esse corpo da tia Nola, minha professora da segunda série, vai embora.
Para ajudar você sai para ir à padaria e os civilizados te dão preferência na fila. A gente fica com vontade de dar uma bolsada neles.
Me sinto mais gorda hoje do que quando estava grávida de nove meses. Fica difícil de acreditar que um dia meu corpo volta a ser ele e esse corpo da tia Nola, minha professora da segunda série, vai embora.
Para ajudar você sai para ir à padaria e os civilizados te dão preferência na fila. A gente fica com vontade de dar uma bolsada neles.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
NOTÍCIAS
Como é bom entrar no meu blog e ler tantas mensagens queridas deixadas por vocês!
Hoje faz dez dias que a Manu nasceu e eu estou ótima. Não me lembrava como foi com a Lolô, mas com a Manu levei oito dias para dizer isso.
Tudo entrou em uma rotina (meio corrida porque não tenho babá por enquanto). Manu é um anjo. Não chora, mama muito, dorme por horas e horas seguidas à noite e continua com o olhar da paz.
A Lolô que poderia ter escolhido qualquer caminho, optou por um que me orgulha: a independência. Sai com a Toty e passa o dia fora, vai na casa do Tom sozinha, almoça na casa da avó. Quando brinca é um sarro: pega o nenê e põe de volta na barriga da mãe. Fala na Nana às vezes mas sem lamúrias. Às vezes chora, chora, chora porque sim. Às vezes sai correndo pela casa soltando gargalhadas. Ri, ri, ri.
Ela me ajuda muito. Vou explicar como: outro dia ficou me olhando e disse assim - Fica bonita, mamãe!
Então entrei no banho, sequei o cabelo, coloquei uma roupa mais legal e achei que o conselho dela foi o melhor do dia.
Como é bom entrar no meu blog e ler tantas mensagens queridas deixadas por vocês!
Hoje faz dez dias que a Manu nasceu e eu estou ótima. Não me lembrava como foi com a Lolô, mas com a Manu levei oito dias para dizer isso.
Tudo entrou em uma rotina (meio corrida porque não tenho babá por enquanto). Manu é um anjo. Não chora, mama muito, dorme por horas e horas seguidas à noite e continua com o olhar da paz.
A Lolô que poderia ter escolhido qualquer caminho, optou por um que me orgulha: a independência. Sai com a Toty e passa o dia fora, vai na casa do Tom sozinha, almoça na casa da avó. Quando brinca é um sarro: pega o nenê e põe de volta na barriga da mãe. Fala na Nana às vezes mas sem lamúrias. Às vezes chora, chora, chora porque sim. Às vezes sai correndo pela casa soltando gargalhadas. Ri, ri, ri.
Ela me ajuda muito. Vou explicar como: outro dia ficou me olhando e disse assim - Fica bonita, mamãe!
Então entrei no banho, sequei o cabelo, coloquei uma roupa mais legal e achei que o conselho dela foi o melhor do dia.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
FIM
As coisas acabam mesmo. Babás vão embora mesmo. Trabalhos são perecíveis.
Mas aos sete dias da pequena ver a babá partir é de amargar.
A Adriana se foi e há várias razões que explicam este ciclo ter acabado, mas eu prefiro acreditar nas sutilezas: a sintonia mudou, a energia da casa versus a dela.
Isso faz a gente rever muitas coisas. Inclusive arcar com as consequências de deixar um filho tanto tempo na mão de alguém que não seus pais. Porque a separacão dói. A Lolô não fala, mas sonha e chora muito. E eu choro de dozinha dela, tão pequena, vivendo tantas transformações e eu só posso consolá-la da minha cadeira de amamentação, de onde não saio há nove dias.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Eu diria que se fosse pela gravidez e o parto eu teria sete filhos.
Mas o pós-parto pra mim é de doer. Os primeiros dias de amamentação doem mais do que qualquer dor de parto.
Mas sei que mais um ou dois dias e tudo entra nos eixos. Amamentar volta a ser o grande prazer da vida.
Tirando isso, que não é pouco, estou muito feliz. A Manu é uma candura, tem um olhar dócil e sem pressa.
Lolô está eufórica com a irmã. Mas às vezes cai para o sentimento ao lado desse que é a melancolia e se põe a chorar sem saber por que. Eu só tenho a dizer: vem no colo da mamãe e chora um pouquinho. Só não encosta no meu peito...
Olha que lindas.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008

INDO PRA CASA
Ficar no hospital estes dias é como viajar a Tokio sem escalas. Você não sabe se está frio ou calor, as comissárias- enfermeiras entram e saem sem parar oferecendo coisas e interrompendo seu sono. Não chega nunca o fim da viagem. Não importa se é dia ou noite e você já não sabe mais que horas são. A diferença é que você dá de mamá a cada três horas.
Bom, o importante é que voltamos para casa.
EM CASA
O primeiro dia nunca é fácil. Desce muito leite, o nenê dorme e não aguenta beber toda a produção, o peito dói, a Lolô chora, ri, se pendura no berço, ama a irmã, não sabe se ama. Minha mãe não sabe como ajudar. O Tin precisa ir dez vezes à rua para comprar o que esquecemos, a casa toda está tentando entender como será nossa rotina em breve.
Não, o primeiro dia não é dia de visitas.
Estou um caco, amores.
MERCI
Obrigada pelos comentários, as flores, a caixa de Ades Banana, os sms e recados no celular, os telefonemas, os presentes.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
MANUELA, MEU AMOR
Nasceu no dia cinco. Um sábado de verão. Acordei com as dores do parto, tomei um banho, arrumei as coisas, chamei o Tin e vim para o hospital.
Chegamos aqui às dez. Manu chegou às 13h14. Como pedi aos céus sua vinda ao mundo foi simples e tranquila, assim como olhar que a minha pequena tem.
Parto normal.
3,4 kg
49 cm
Narigudinha, como os nossos.
Linda, linda.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
CAPRICÓRNIO
Tenho a lua e o ascendente em capricórnio. Sei bem o que é este signo de terra.
Agora espero a Manu, que nascerá sob este sol. Desde o dia 22 penso assim: se ela vier hoje vai ser como a Julia, uma menina que corre atrás dos sonhos sem nunca perder seu chão. Dia 25 seria como o menino Jesus, a tia Wilma e a Fernanda minha sobrinha, que tem essa mesma energia vital, olhos bem vivos também, capacidade de ver o real atrás do véu das emoções. Dia 26 e ela seria como a Fefê, de novo os olhos expressivos, as opiniões fortes, a intensidade com que leva a vida, mas a capacidade de ficar lúcida e agir como é preciso. Dia 30 e ela seria como sr Pedro Galoro, uma fortaleza, semente da terra, bravo, guerreiro. Depois, no dia 02 seria como a Titá que quando gosta, gosta muito, quando não gosta, não suporta e é responsável, leal, amorosa. Dia 04 e vinha alguém como a Loira, melhor em tudo o que faz, perfeccionista, trabalhadora. Dia 05 e ela será como tio Nis, meu padrinho, criatura admirável, sensata, de alma boa, honesto com seus sentimentos.
E, mais para frente tem a Carol, o Che e outros queridos que eu admiro. Mas que fazem aniversário depois do dia 10 e, por Deus, não posso esperar até lá.
Tenho a lua e o ascendente em capricórnio. Sei bem o que é este signo de terra.
Agora espero a Manu, que nascerá sob este sol. Desde o dia 22 penso assim: se ela vier hoje vai ser como a Julia, uma menina que corre atrás dos sonhos sem nunca perder seu chão. Dia 25 seria como o menino Jesus, a tia Wilma e a Fernanda minha sobrinha, que tem essa mesma energia vital, olhos bem vivos também, capacidade de ver o real atrás do véu das emoções. Dia 26 e ela seria como a Fefê, de novo os olhos expressivos, as opiniões fortes, a intensidade com que leva a vida, mas a capacidade de ficar lúcida e agir como é preciso. Dia 30 e ela seria como sr Pedro Galoro, uma fortaleza, semente da terra, bravo, guerreiro. Depois, no dia 02 seria como a Titá que quando gosta, gosta muito, quando não gosta, não suporta e é responsável, leal, amorosa. Dia 04 e vinha alguém como a Loira, melhor em tudo o que faz, perfeccionista, trabalhadora. Dia 05 e ela será como tio Nis, meu padrinho, criatura admirável, sensata, de alma boa, honesto com seus sentimentos.
E, mais para frente tem a Carol, o Che e outros queridos que eu admiro. Mas que fazem aniversário depois do dia 10 e, por Deus, não posso esperar até lá.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
MEUS DESEJOS
2008 me traga alegria e poesia
música e perfume,
para no futuro eu me transportar de novo para este tempo bom que tem cheiro e trilha sonora
traga saúde para todos nós
tranquilidade
a vida vivida como tem que ser
as coisas em seu tempo
que o amor não me cegue e não me falte
que eu saiba o que dar
e o que deixar que se consiga sem mim
que eu saiba receber e merecer
que eu seja
que eu sinta
que eu não tenha medo
que nossas mudanças sejam comemoradas
que minhas filhas sejam unidas
que meu casamento signifique sempre "o encontro"
que minha casa seja alegre e cheia de amigos
que eu nunca esqueça que a força que move as estrelas é a mesma que me move
que o meu deus interior saúde sempre todos os outros
que haja união
trabalho
dinheiro
peitos fartos, filhos fortes
que a gente encontre sempre o mar e a natureza
que eu desate nós, simplifique, me conheça
que eu veja mais meus pais, tios, irmão e sobrinhos
e que, chegando assim ao ápice da alegria
eu não tenha medo que ela termine
Amém.
TITÁ
Hoje é aniversário da Titá. Tenho lembrado dela a todo momento. Desde o especial do Rei na televisão, que assisti saudosa dela, me lembrando da gente na casona da avenida, ouvindo "Detalhes" no toca-fita enquanto Titá arrumava a cozinha. Chorei tanto no especial da Globo. Acho que de saudade.
Ontem me emocionei de novo vendo o especial da Bethânia no Canal Brasil. Foi lindo e merece um post à parte, mas de novo a música transporta a gente a outros tempos e eu me vi com a Titá. Me lembrei pequena, vendo ela fumar na janela, ouvindo "Negue que me pertenceu."Eu ficava um pouco apreensiva, com medo dela estar sofrendo de amor. Veio "Olhos nos Olhos" e eu de novo me transportei para Londrina, nuns dias que passei com a Titá na casa da Julieta.
A Titá, como toda capricorniana tem rotina. Banho todo dia na mesma hora, amor pela casa dela, as mesmas amigas de quarenta anos atrás e os rituais que eu adoro.
Um deles é quebrar um copo à meia-noite do dia 31, depois de beber um pouquinho de alguma coisa alcóolica.
Este ano foi um Campari. Eu acreditava tanto naquilo. Estive tantas vezes com ela ao quebrar este copo. O barulho dele se despedaçando no muro me dava a certeza de que o ano que começava estava blindado com alegria e bons presságios.
Este ano estava falando com ela no telefone quando deu meia-noite, a hora de quebrar o copo. Que conforto que sinto por saber que lá tudo está igual.
Titá, cuide-se, dê-se alegrias, seja feliz. Eu te amo!
Hoje é aniversário da Titá. Tenho lembrado dela a todo momento. Desde o especial do Rei na televisão, que assisti saudosa dela, me lembrando da gente na casona da avenida, ouvindo "Detalhes" no toca-fita enquanto Titá arrumava a cozinha. Chorei tanto no especial da Globo. Acho que de saudade.
Ontem me emocionei de novo vendo o especial da Bethânia no Canal Brasil. Foi lindo e merece um post à parte, mas de novo a música transporta a gente a outros tempos e eu me vi com a Titá. Me lembrei pequena, vendo ela fumar na janela, ouvindo "Negue que me pertenceu."Eu ficava um pouco apreensiva, com medo dela estar sofrendo de amor. Veio "Olhos nos Olhos" e eu de novo me transportei para Londrina, nuns dias que passei com a Titá na casa da Julieta.
A Titá, como toda capricorniana tem rotina. Banho todo dia na mesma hora, amor pela casa dela, as mesmas amigas de quarenta anos atrás e os rituais que eu adoro.
Um deles é quebrar um copo à meia-noite do dia 31, depois de beber um pouquinho de alguma coisa alcóolica.
Este ano foi um Campari. Eu acreditava tanto naquilo. Estive tantas vezes com ela ao quebrar este copo. O barulho dele se despedaçando no muro me dava a certeza de que o ano que começava estava blindado com alegria e bons presságios.
Este ano estava falando com ela no telefone quando deu meia-noite, a hora de quebrar o copo. Que conforto que sinto por saber que lá tudo está igual.
Titá, cuide-se, dê-se alegrias, seja feliz. Eu te amo!
CHEGOU 2008
Era quase meia-noite e eu e o Tin aqui tentando lembrar onde passamos nossos nove Reveillons juntos. Teve no Rosa, na Gamboa, em Monte Verde, com amigos, com muitos amigos, na casa da Pazita... e agora, nós aqui, na mais singela das passagens, na nossa casa, com a Otília e a Márcia. Minha barriga é imensa mas eu entrei em um vestido branco. Lolô chegou à festa descalça, mas também de crochê branco.
À meia-noite nos despedimos do grande ano que foi 2007. Um ano que não foi fácil, mas foi imensamente importante.
Depois demos as boas-vindas ao ano que vem, trazendo minha Manuela, nossa casa nova, a escola nova da Lolô, os sonhos de longa do Tin, o conhecer a vida da pequenininha, minhas alegrias que são eles felizes.
Os fogos lá fora anunciavam que as esperancas explodiam. Enquanto Lolô pulava no sofá cantando:
_ Viva o Ano Novo! Viva o Tomtom! Viva a Manuela! Viva a Lolô! Viva a pipoca! Viva o brigadeiro! Viva a bruxa má! Viva o pula-pula! Viva o príncipe, viva o Ano Novo! êêêêê
Era quase meia-noite e eu e o Tin aqui tentando lembrar onde passamos nossos nove Reveillons juntos. Teve no Rosa, na Gamboa, em Monte Verde, com amigos, com muitos amigos, na casa da Pazita... e agora, nós aqui, na mais singela das passagens, na nossa casa, com a Otília e a Márcia. Minha barriga é imensa mas eu entrei em um vestido branco. Lolô chegou à festa descalça, mas também de crochê branco.
À meia-noite nos despedimos do grande ano que foi 2007. Um ano que não foi fácil, mas foi imensamente importante.
Depois demos as boas-vindas ao ano que vem, trazendo minha Manuela, nossa casa nova, a escola nova da Lolô, os sonhos de longa do Tin, o conhecer a vida da pequenininha, minhas alegrias que são eles felizes.
Os fogos lá fora anunciavam que as esperancas explodiam. Enquanto Lolô pulava no sofá cantando:
_ Viva o Ano Novo! Viva o Tomtom! Viva a Manuela! Viva a Lolô! Viva a pipoca! Viva o brigadeiro! Viva a bruxa má! Viva o pula-pula! Viva o príncipe, viva o Ano Novo! êêêêê
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