sábado, 31 de maio de 2008


EU AMO O AMOR

Coleciono histórias de amor. As de verdade. O diário da Frida Kahlo e seu amor por Diego, Tête-a-tête com a história de Simone de Beauvoir e Sartre, Cartas a D., de André Gorz. Agora estou atrás de "Cartões de Guinard para Amalita", que, me parece, é uma seleção de 111 cartões escritos e dedicados pelo pintor mineiro para sua amada. Dizem que quando ele a conheceu, transformou sua arte sutil e elegante em telas impregnadas de coraçõezinhos e palavras no diminutivo.
Tem um cartão escrito assim:

"...au clair...
...de la lune...
...mon petit pierrot...
...piête moi ta plume...
...un mat...
amour!
...doux , douce, ai bién arrivé
encontrez moi toujours mes paroles
"je t´aime cherie"
[Guignard]

quinta-feira, 29 de maio de 2008

ALÍVIO

Mais legal que filho se parecer com a gente é filho ser melhor que a gente.
Ontem me atrasei para buscar a Lolô na escola. As outras mães, que são minhas amigas, chegaram, pegaram seus pequenos e estavam de saída quando a pequena Lolô berrou:
- NÃO VÃO EMBORA! ESPEREM MINHA MÃE CHEGAR!
As mães voltaram.
Lolô não sofre calada.
10 COISINHAS QUE CHATEIAM

Elevador subir até o quinze quando eu quero descer
O cabra da frente pegar a vaga de carro que nasceu para ser minha
Os cafés-da-manhã com amigos, cada vez mais escassos
A mensagem "Atencion Carburant" que vive aparecendo no painel do carro
Furo na minha roupa preferida
Errar o caminho e pegar o trânsito do caminho errado
Saber que os feriados do ano acabaram
O pêlo crescer tão rápido
O Latitude não ficar pronto nunca
A barriga que parece que nunca mais será a mesma (não que antes fosse um primor)
REUNIÃO DE PAIS

Lá se juntaram aqueles trinta e quatro adultos para ver a professora do maternal contar que as crianças adoram brincar de acorda urso, e pôr capas e correr pela escola e às vezes se divertem procurando uma bruxa de mentirinha.
Tudo ilustrado com fotos.
E todos explodiam de alegria quando o filho aparecia no power point fazendo gracinhas na classe. Um amor.

10 COISINHAS SIMPLES QUE ANDAM ME DEIXANDO FELIZ

A franjinha da Lolô
Duas cadeirinhas no carro
Ganhar sorriso banguela da Manu
Roupas servindo
Leite que não acaba
Amizades que não acabam
Casar no dia 8 de novembro
Ter saudade e ganhar visita
Lembrar dos bichos do zoológico Quinzinho
Ter a Livraria da Vila para ir sempre.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

10 DECLARAÇÕES DE AMOR RETIRADAS DO LIVRO "CARTA A D."


"O que me cativava é que você me dava acesso a outro mundo, sem obrigações nem pertencimento."
"Eu teria saudades para sempre se te deixasse partir."
"Eu amo o jeito que você habita seu corpo."
"Você sempre soube distinguir entre o que é essencial e o que é acessório."
"Alguma coisa fundamental era comum a nós. Um tipo de ferida original."
"Se você se une a alguém para a vida inteira, os dois estão pondo em comum a sua vida e deixarão de fazer o que divide e contraria a união."
"A costrução de um casal é um projeto comum aos dois, e nós nunca terminaremos de confirmá-lo de adaptá-lo de reorientá-lo."
"Nós seremos o que fizermos juntos."
"Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável."
"Eu e você adquirimos a fama de inseparáveis."
FLEUR

É outono e o meu caminho está sempre cheio de flores.
São Paulo não é só cinza.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

DE NOITE NA CAMA

Eu para o Tin:
- Baby, eu continuo achando que preciso fazer uma terapia. Eu nunca tive medo de morrer. Agora eu tenho medo de morrer e de você morrer. Antes eu achava que tudo era eterno, agora eu tenho esses conflitos.
E ele:
- Antonia, você parece uma lagarta listada. Você parece louca.
(Os versos do Bandeira)
LÓGICA

- Mamãe, porque você come ainda se você já cresceu?
OS QUERERES

- Mamãe! Eu e a Manu "querem" ter uma fazenda.

terça-feira, 20 de maio de 2008

O EFÊMERO

Começou ontem, mas ainda hoje eu tive vontade de escrever um post sobre o estado de graça. Achei que pudesse chamar assim, porque senti uma especial sensação de ocupar meu exato lugar no Universo. De não desejar nada além disso. De estar completamente ligada ao presente, de ter a vida que eu escolhi, de morar na cidade que eu escolhi, no bairro que eu escolhi, na casa que eu sinto que é minha, com as filhas que eu sempre esperei, com o marido que eu escolhi. E eu estava ouvindo Corcovado com a Ella Fitzgerald, o céu estava azul, a temperatura amena, minhas filhas dormiam, não havia nada agudo. Estava tudo sendo, tudo seguindo seu curso, tudo perfeito.
Mas de repente a dança das coisas.
A sensação sumiu.
Não deu tempo de escrever em estado de graça.
A casa agora está em silêncio. Meus pés estão gelados há horas e eu não faço nada para esquentá-los. Estou bem imperfeita achando que eu poderia ser melhor. Estou com sede e com dúvidas.


NÃO TEM COISA MELHOR NO MUNDO

Que filho de pijama, com cara de sono.
DESCOBERTAS

_ Mamãe, quando eu quescer vou ter um cao igal o seu, só que o meu vai ser de gatinho (dá um sorriso de fechar os olhos) . Eu vou dirigir. O Tom vai na cadeirinha aqui atrás. Eu vou levar ele para passear na praça Benete. Só que hoje a gente se brigou e eu chorei e ele também chorou.
- Lolô, não é para brigar. E nem para brincar só com o Tom. Na escola tem um monte de amigos.
- É que a gente se briga, mas eu me sinto bem com ele.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

EU E DEUS

Até mudar para São Paulo nem sabia que existia outra formação religiosa que não a minha. Não conhecia ateus, nem agnósticos. Os kardecistas em Assis eram poucos, aliás, que eu me lembre era somente o João Leão, amigo da Alina. Budistas não existiam. E as outras igrejas ainda não tinham proliferado.
Fiz anos de catecismo na casa da dona Neide Spinardi, tendo como colegas Loira, Fefê Jerônimo, os gêmeos João Marcos e Marcus Alexandre, Maria das Graças e um menino chamado Ricardinho que desistiu do catecismo na véspera da primeira comunhão para fazer judô, o que, confesso, achei muita graça. Depois da primeira comunhão continuei indo à igreja todo domingo e frequentando aulas de "perseverança," das quais não me lembro de nada, a não ser que dona Neide girava uma bic entre as mãos, fazendo um barulho engraçado cada vez que a caneta topava com sua aliança. Me lembro também que ela servia religiosamente um bolo. Bolo, bolo, sem recheio, sem nome, mas macio e saboroso e eu às vezes derrubava umas migalhas desse bolo sobre o meu caderno.
Me lembro que na Oração Salve Rainha tinha a palavra "doçura". Que achava esquisito o Credo chamar Credo. Que gostava da palavra oferenda, que achava fabuloso a Virgem Maria ser mãe de Jesus mesmo não sabendo o que significava a palavra virgem. Na missa, sentia até um frio na barriga quando Monsenhor dizia: "eis o mistério da fé." Me lembro tão pequena andando naquela catedral enorme, pondo meu dedinho numa água que era benta e depois passando a água atrás da orelha como se fosse uma colônia. Me lembro quando uma luz meio roxa se acendia em uma capela dentro da catedral dando sinal que o Espírito Santo estava ali. Não sei bem o que isso queria dizer, mas era acender a luz que eu corria lá para rezar, com um pouquinho de medo do "Espírito" me pegar, mas acreditando que sairia de lá poderosa.
Sei que uma vez, não sabia bem o que pedir na minha oração, então desejei que ninguém nunca me achasse no pique-esconde.
Aí me inscrevia para fazer gesto lá na frente na missa das crianças. Ficava eu e mais uma ou duas amigas fazendo gestos para os mini-fiéis copiarem: e punha as mãos para frente, depois para o alto, depois falava da parreira de uvas com um gesto que saía do coração e ia para as alturas. Depois vinham aquelas coisas que a gente tem de falar intercalando com o padre, essas eu também dizia abrindo bem a boca para mostrar que eu sabia decor: "é nosso dever e nossa salvação. Glória a vós Senhor."

Tanto mistério! A sacristia, o nome sacristia, aquele confessionário no qual o padre ficava de um lado e o "pecador" de outro. Tá certo, o padre não via a cara dele, mas o resto da igreja via a pessoa humilhada, saindo daquele móvel ancestral pronto para cumprir a pena: rezar terços e terços.

Uma vez um amiguinho nosso da escola, o Fernandinho Costa, descobriu que estava com uma terrível doença e ia morrer. Minhas amigas tiveram a idéia de ir conversar com o padre para salvá-lo. O padre nem as orações salvaram nosso amiguinho e eu bem criança acabei notando que tinha minha própria religiosidade, que nada tinha a ver com aquela.

Mas agora tenho minhas filhas, sem nenhum condicionamento, com seus coraçõezinhos em branco, criadas como o pai delas, sem saber que tudo isso existe.
Fico em paz. Nossa espiritualidade é inata e se manifesta sozinha, espontânea e pura.

PS: escrevi este post inspirada pela Guedes, que escreveu um texto ótimo sobre sua Via Crucis em Aparecida no www.vanglorias.blogspot.com



LUZ DO SOL
GALERIA OURO FINO

Toda vez que vou à Galeria Ouro Fino é a mesma coisa.
Compro dois ou três ítens que faziam todo sentido lá naquele contexto, dentro daqueles provadorezinhos rodeados de bonecos de pano do Andy Warhoo, bottons da Barbarella, camisetas do Belle and Sebastian, polainas coloridas, brincos de resina, fivelas de missangas e sapatos plataformas de dois andares.
Chegando em casa eu abro a sacola e me pergunto: vou a onde com essa sandália? Vou a onde?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

SOBRE DAR E GANHAR PRESENTE

Ontem, hoje, a semana toda a Gi está agoniada porque é aniversário do Rodrigo e ela estava sem idéia de presente para dar.
Fiquei pensando nos presentes que ganhei na vida, para ver se dava uma luz pra ela. No meio dos meus preferidos tinha um álbum de fotos do primeiro ano de vida da Lolô, montado todinho pela Gi, com comentários fofos, todo caprichado, todo cheio de carinho. Na lista tinha outro presente lindo também, que ganhei dela: uma caixa celebrando o meu amor pela França, com uma seleção dos melhores contos da literatura francesa, um brie, um vinho, um caderno de anotações, um cd da Carla Bruni.
Acabo concluindo que o que toca o meu coração é saber que aquele presente é caro porque quem nos presenteou usou seu precioso tempo elaborando alguma coisa para nos dar.
Doar nosso tempo para alguém é a maior das generosidades.
E a gentileza é a prova de que o tempo não nos atropelou. Por isso o presente não precisa ser confeccionado, criado, bordado por nós. Não precisa ser caro, nem grande, nem exótico. Mas precisa dizer que prestamos atenção no jeito do outro ser.
Eu gosto muito de dar presente e gosto de receber também.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

MANGALA MANTRA

Quando eu era bem mais nova tinha uma mania: tentava imaginar alguma coisa que mal coubesse na minha cabeça. Alguma coisa que eu nem conseguia compreender direito. Podia ser um sentimento, uma palavra, um espaço, um tempo, desde que ele fosse imenso e sem limites. Eu tentava pensar no infinito, no eterno, no amor, na Natureza e ia sentindo o pensamento ficando vasto e leve, ia ficando expandido e, portanto, ia fazendo minha mente expandir também, como quando a gente faz alongamento e o corpo vai cedendo.
Anos depois conheci os mantras.
Eles são os mais nobres pensamentos vocalizados de um jeito tão devocional e lindo. Eu sou muito feliz quando ouço mantras.

Tem um, o MANGALA MANTRA, que diz assim:

Que a prosperidade seja glorificada.
Que os governantes governem com virtude e justiça.
Que a Divindade e a erudição sejam protegidas.
Que todos os seres do mundo sejam felizes e prósperos

Olha esse:


OM NAMAH SHIVAYA

Om Namah Shivaya….
Este cântico evoca a energia de Shiva, Deus da renovação. Shiva tem a capacidade de transformar para revelar a essência de tudo o que vive. Na mitologia hindu, Shiva é o destruidor do orgulho e da ignorância.
QUE OUTRA FELICIDADE EXISTE?

Não há outra felicidade neste mundo
Senão o estar livre do pensamento
De que eu sou diferente de Ti.
Que outra felicidade existe?
Como sucede, pois, que este devoto teu
Ainda caminhe pela via errónea?”

Śiva-Stotra-Avalī (4.17) de Utpaladeva

sexta-feira, 9 de maio de 2008


NEIXI NAURA, QUE NOS CONHECE HÁ QUATRO MESES

- Ana Paula, ontem eu tava pensando: logo, logo seus pais fazem ciquenta anos de casados?
- É.
- Incrível como passou rápido, né?


SÓ DEUS SABE DE ONDE ELA TIRA

- Ana Paula, Manu puxou pros dois lados. Ela tem um pouco de traços árabes. E tem o lado da Polônia também.

FANTASIA

- Papai, a gente pecisa ir na padalia compar água de coco.
- Em casa tem, filha.
- Tem pra mim, mas não tem pra Branca. E ela adora. Aí a gente aproveita e compa um pilulito.


CABECINHA A MIL

- Mamãe, você é muito colajosa.
- Por que, filha?
- Porque você matou o lobo sozinha. Com o pé.

...

- Mamãe eu não posso ficar aqui no meu quarto. Nem quando eu dormir. Porque o crocodilo tic-tac entra aqui e come minha mão.

FICA BRAVA QUANDO A GENTE NÃO ENTENDE

- Mamãe, voxexinamola?
- Oi?
- Voxexinamola?
- O que filha?
- Vo-xê e o pa-pai se na-mo-lam?

- Olha meu dedo mamãe
- O que que tem?
- Pus no xêlo.
- No cheiro?
- No xê-lo
- No cheirinho?
- Naquilo, feito com bastante água. Cêê-lo
(Era gelo)


TUDO DO JEITO DELA

- Mamã-ãe, quem pôs a galinha lá em cima?
- A Neide.
- O lugar dela não é lá não. É aqui comigo, me abraçando.

REALIDADE

- Lolô, o que a tia Lucila fala para vocês na hora do lanche?
- Vai lá amanhã na minha escola e pergunta pra ela. Ela te conta.

REPETINDO

- Cuidado Lolô. O peito da mamãe está sensível.
e ela:
- Cuidado Manu, o peito da mamãe tá sem pilha.

CONSTRUINDO

- Lolô, não desista. Se os blocos caírem, comece a montar de novo. Não precisa ficar brava, não precisa jogar tudo. Olha aqui: a gente monta, ele cai, a gente monta de novo.
Ela tenta e derruba tudo.
- Mamãe, acho melhor a gente não brincar mais de blocos hoje.
- Vamos brincar, sim.
Ela vem engatinhando, pára bem debaixo do meu olho e pergunta:
- Você quer que eu fique chateada?

quarta-feira, 7 de maio de 2008

TRABALHO

Está chegando a hora e todo mundo me pergunta se eu quero voltar a trabalhar.
A resposta é: sim, eu quero.
E essa resposta demorou quatro meses para sair da minha boca.
Ela foi sendo construída aos poucos. Um dia o Tin disse: o Ang Lee viu o rolo do cara. E eu respondi: dessa vez o sabão não durou nem uma semana. E ele: o longa está a todo vapor. E eu: por falar nisso, estragou a borracha da panela de pressão.

...

Depois veio outro sinal. O Tin saiu com todos os meus amigos para ir ao aniversário do Mumu no CB. Eu fiquei em casa porque estava exausta e a Manu ia mamar.
No dia seguinte: - Fiquei conversando com o Porkão na balada.
- Você perguntou se a Maria João está gostando da escolinha?

...

Depois fui fazer compra no "O Dia"em busca de economia.
O caixa:
- A esteira está quebrada.
- Oi?
- Empurra essa compra, dona. A esteira não funciona.
Cumpri a ordem do moço. Depois não havia quem colocasse as compras nos saquinhos.
- Será que eu poderia colocar as compras em uma caixa de papelão, moço?
- A senhora pode sim. É só ir buscar a caixa lá no fundo da loja.
Sofri de saudade do meu Pãozinho de Açúcar e prometi nunca perder o emprego para poder ir sempre lá ser bem tratada.

...

No chuveiro, ainda pensando que o dinheiro me faz falta imaginei o que seria de mim sem o meu óleo de gerânio, chá verde e lavanda da Loccitane. Sem os lenços umidecidos demaquilantes da MAC. Sem o hidratante de flor de cerejeira.

...

Além do mais, quero que minhas filhas nos vejam trabalhando, produzindo, batalhando.

...

Bom, tenho mais uns dez dias pela frente para me convencer de que estou fazendo a coisa certa. Quem souber mais prós, me liga. Os contras eu estou despensando, por enquanto.


terça-feira, 6 de maio de 2008




QUATRO MESES
UNDO

Tem coisas que a gente prefere não saber. Mas no mundo de hoje não há essa possibilidade, a intimidade de todo mundo está escancarada. Nem o Clark Gable ficou ileso.
Nesses últimos dias tenho tido uma vontade de dar um UNDO nessa história do Ronaldo.
FILOSOFANDO

Às vezes leio porque quero ter certeza do que eu pressinto. Então escolho um autor que admiro e lá está a mesma coisa.
E, olha, pode ser Einstein, Fernando Pessoa, Drummond, pode ser Krishna, Sócrates (Platão), Buda, Espinosa. Sempre a mesma convicção de que o que está em jogo somos nós e como nós percebemos o mundo.
"Sábio, aquele que “nunca deixa de ser, mas goza sempre do verdadeiro contentamento interior” (Espinosa, Ética, p. 307).
INSPIRAÇÃO

Todo mundo tem altos e baixos.
Todos somos alegres e tristes.
Todos andamos meio neutros e às vezes ficamos muito contentes.
Mas a Cice, me parece, anda sempre alegre, expressando o prazer de estar viva.
Então, às vezes eu ligo pedindo: quero te ver, tem que ser hoje.
Ela vem com flores do campo.

sábado, 3 de maio de 2008


CAMPANHA PRÓ-AMAMENTAÇÃO EM LONDRES

quinta-feira, 1 de maio de 2008


MENINA FLOR