sexta-feira, 9 de maio de 2008


FANTASIA

- Papai, a gente pecisa ir na padalia compar água de coco.
- Em casa tem, filha.
- Tem pra mim, mas não tem pra Branca. E ela adora. Aí a gente aproveita e compa um pilulito.


CABECINHA A MIL

- Mamãe, você é muito colajosa.
- Por que, filha?
- Porque você matou o lobo sozinha. Com o pé.

...

- Mamãe eu não posso ficar aqui no meu quarto. Nem quando eu dormir. Porque o crocodilo tic-tac entra aqui e come minha mão.

FICA BRAVA QUANDO A GENTE NÃO ENTENDE

- Mamãe, voxexinamola?
- Oi?
- Voxexinamola?
- O que filha?
- Vo-xê e o pa-pai se na-mo-lam?

- Olha meu dedo mamãe
- O que que tem?
- Pus no xêlo.
- No cheiro?
- No xê-lo
- No cheirinho?
- Naquilo, feito com bastante água. Cêê-lo
(Era gelo)


TUDO DO JEITO DELA

- Mamã-ãe, quem pôs a galinha lá em cima?
- A Neide.
- O lugar dela não é lá não. É aqui comigo, me abraçando.

REALIDADE

- Lolô, o que a tia Lucila fala para vocês na hora do lanche?
- Vai lá amanhã na minha escola e pergunta pra ela. Ela te conta.

REPETINDO

- Cuidado Lolô. O peito da mamãe está sensível.
e ela:
- Cuidado Manu, o peito da mamãe tá sem pilha.

CONSTRUINDO

- Lolô, não desista. Se os blocos caírem, comece a montar de novo. Não precisa ficar brava, não precisa jogar tudo. Olha aqui: a gente monta, ele cai, a gente monta de novo.
Ela tenta e derruba tudo.
- Mamãe, acho melhor a gente não brincar mais de blocos hoje.
- Vamos brincar, sim.
Ela vem engatinhando, pára bem debaixo do meu olho e pergunta:
- Você quer que eu fique chateada?

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