sábado, 14 de junho de 2008

ÊXTASE

Tinha que ser hoje. Tinha que ser depois do almoço. Eu não podia mais adiar.
As meninas estavam na sala e o barulho delas se ouvia ao longe.
O quarto silencioso era iluminado pelo sol de outono que entrava pela janela do banheiro. Lá fora os passarinhos cantavam.
A roupa de cama havia sido trocada e estava perfumada e macia.
Estávamos a sós: eu e meu sono que não me abandona há cinco meses.
Dormi por horas.

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