O APRENDIZADO
A Lolô é como gringa aprendendo a falar a língua portuguesa. Ficou feliz por ter sido promovida ao nível intermediário e agora fica tentando usar expressões que mal cabem na sua boquinha:
- Mamãe, queria ir no Tanuki comprar umas coisas para mim e para a Nanda "e tal."
- Mamãe, eu estava "decidindo" usar umas tranças assim óh, igual da Maria sabe?
- Papai, a casa do "sizemus" (dos trigêmeos) " é o máximo", você vai a-do-lá ir lá com a Lolô.
- Mamãe, "eu não tô achando legal" ficar indo na escola. Agora queria que as professoras e o Tom viessem aqui em casa.
- Jose, por favor cuida da minha irmã pra gente que a gente vamos sair. Pode brincar de dominó, de blocos, pode comer bis, tchau, um beijo, "fica à vontade" já volto.
- Mamãe, levanta já e vai tmar um remédio. "Nem pense" em não ir.
Lolô prá Manu:
- Ai meninona, você é minha melhor amiga.
domingo, 31 de agosto de 2008
RETIRADO DO PEDE-PRA-ENTRAR
Por fora
tenho tantos anos
que você nem acredita.
Por dentro, doze ou menos,
e me acho mais bonita.
Por fora, óculos;
algumas rugas,
gordurinhas,
prata nos tintos cabelos.
Por dentro sou dourada,
Alma imaculada,
corpo de modelo.
Por fora, em aluviões,
batem paixões contra o peito.
Paixões por versos, pinturas,
filosofia e amigos sem despeito.
Por dentro, sei me cuidar,
vivo a brincar, meio sem jeito.
Não me derrota a tristeza;
não me oprime a saudade;
não me demoro padecente.
E é por viver contente
que concluo sem demora:
é a menina
que vive por dentro,
que alegra
a mulher de fora !
(Luan Jessan)
Por fora
tenho tantos anos
que você nem acredita.
Por dentro, doze ou menos,
e me acho mais bonita.
Por fora, óculos;
algumas rugas,
gordurinhas,
prata nos tintos cabelos.
Por dentro sou dourada,
Alma imaculada,
corpo de modelo.
Por fora, em aluviões,
batem paixões contra o peito.
Paixões por versos, pinturas,
filosofia e amigos sem despeito.
Por dentro, sei me cuidar,
vivo a brincar, meio sem jeito.
Não me derrota a tristeza;
não me oprime a saudade;
não me demoro padecente.
E é por viver contente
que concluo sem demora:
é a menina
que vive por dentro,
que alegra
a mulher de fora !
(Luan Jessan)
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
BLINDNESS
É mesmo a grande metáfora da vida.
Não paro de pensar no filme, assim como não parava de pensar no livro.
A raça humana. O caos que viraria o mundo se não fôssemos julgados pelo amigo ao lado.
Ainda que cegos, nossa visão nos salva um pouco. Não, ela não nos faz enxergar o essencial, mas nos faz testemunhas e réus dos outros. O homem precisa dessa prisão para não se perder.
***
Fora isso fica impresso no filme o grande respeito do Fernando pela obra do Saramago.
***
Por último, Julianne Moore se confirma como a minha favorita.
É mesmo a grande metáfora da vida.
Não paro de pensar no filme, assim como não parava de pensar no livro.
A raça humana. O caos que viraria o mundo se não fôssemos julgados pelo amigo ao lado.
Ainda que cegos, nossa visão nos salva um pouco. Não, ela não nos faz enxergar o essencial, mas nos faz testemunhas e réus dos outros. O homem precisa dessa prisão para não se perder.
***
Fora isso fica impresso no filme o grande respeito do Fernando pela obra do Saramago.
***
Por último, Julianne Moore se confirma como a minha favorita.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
MENININHAS, AMANHÃ É DIA DE FESTA
25 de agosto, vamos comemorar,
pôr toalha xadrez na mesa da cozinha,
comprar chapeuzinho e língua de sogra
vamos fazer sanduíche de papai
e deixá-lo de recheio do nosso abraço,
vai ter bolo bem-casado com velinha que faísca em cima,
vamos esconder debaixo das cobertas
pssssssiu, todas três quietinhas,
quando o papai aparecer
a gente tira o edredon e fala êêêê!!!!
vamos cantar parabéns,
pôr música na sala
apagar e acender a luz
que tal pegar florzinhas na saída da escola e deixar no copinho pra ele?
cinco marias-sem-vergonha, uma de cada cor
vamos usar vestido?
vamos ?
Lolô quer dar um creme e um xampú para o papai.
Manu quer puxar a barba dele, que é o jeito dela fazer graça
Tem que ter brigadeiro, não acham?
E um desenho, Lolô faz pra ele?
que bom né filhas, que há trinta e nove anos nasceu um cara tão legal
vamos comemorar,
são essas memórias que vão inspirar vocês por toda suas vidas,
com amor da
Mamãe
Ouvindo Paula Toller - DERRETENDO SATÉLITE
Uma vez, dez, quinze, vinte, tanto faz
Não tenho mais nada pra fazer
Estou aqui pensando em você
Deixando a água correr
Provei o mar, mostrei um outro verso
Provei um amor eterno
Onde a sua mão está agora
A minha você sabe bem
Quanto mais tempo demora
Mais violento vem, meu bem
Falando absurdos
Virando a noite
Perdendo o senso
Uma vez, dez, quinze, vinte, tanto faz
Não tenho mais nada pra fazer
Estou aqui pensando em você
Deixando a água correr
Provei o mar, mostrei um outro verso
Provei um amor eterno
Onde a sua mão está agora
A minha você sabe bem
Quanto mais tempo demora
Mais violento vem, meu bem
Falando absurdos
Virando a noite
Perdendo o senso
sábado, 23 de agosto de 2008
LOLA'S
- Não Manu, nunca mais faça isso. Não pode comer esse papel. Olha aqui pra Lolô. Não pode entendeu? Se você comer você vai morrer e vai presa.
- Mamãe, nós vamos tomar café
- Eu sei filha
- Só que nós vamos fazer assim: eu vou em uma padaria com o papai e você vai em outra, tá?
- Sozinha?
- Não você chama alguém para ir com você.
- Mamãe, mamãe!
- oi Lô, tô aqui.
- Mamãe, mamãe!
- Filha, tô aqui no meu quarto, o que você quer?
- É que eu tô precisando de colinho
- Não Manu, nunca mais faça isso. Não pode comer esse papel. Olha aqui pra Lolô. Não pode entendeu? Se você comer você vai morrer e vai presa.
- Mamãe, nós vamos tomar café
- Eu sei filha
- Só que nós vamos fazer assim: eu vou em uma padaria com o papai e você vai em outra, tá?
- Sozinha?
- Não você chama alguém para ir com você.
- Mamãe, mamãe!
- oi Lô, tô aqui.
- Mamãe, mamãe!
- Filha, tô aqui no meu quarto, o que você quer?
- É que eu tô precisando de colinho
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
sábado, 16 de agosto de 2008
O TIO MUNDO FOI EMBORA
- Lolô, a mamãe vai viajar.
- Onde você vai?
- Filha, o tio Mundo foi embora.
- Pra onde ele foi, mamãe?
- Foi pro céu.
- Por que ele foi embora pro céu? Por que eu não vi ele indo? Você viu ele indo?
- Vi. Ele foi.
- A tia Cristina sabe?
- Sabe.
- O que ela falou?
- ...
- O que ela falou?
- ...
- Hein?
- Que vai lembrar sempre dele com... amor
- Por que você me contou essa história com voz de menino?
- Lolô, a mamãe vai viajar.
- Onde você vai?
- Filha, o tio Mundo foi embora.
- Pra onde ele foi, mamãe?
- Foi pro céu.
- Por que ele foi embora pro céu? Por que eu não vi ele indo? Você viu ele indo?
- Vi. Ele foi.
- A tia Cristina sabe?
- Sabe.
- O que ela falou?
- ...
- O que ela falou?
- ...
- Hein?
- Que vai lembrar sempre dele com... amor
- Por que você me contou essa história com voz de menino?
"faze com que eu sinta uma alegria modesta e diária, faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta, faze com que me lembre de que também não há explicação porque um filho quer o beijo de sua mãe e no entanto ele quer e no entanto o beijo é perfeito, faze com que eu receba o mundo sem receio, pois para esse mundo incompreensível eu fui criada e eu mesma também incompreensível, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la"
CL
CL
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008

Ontem foi a festa de aniversário mais legal que eu já fui. Só havia crianças. Pais crianças, filhos crianças, avós crianças, irmãos mais velhos crianças. O espaço todo colorido, todo macio, todo, todo. Todo mundo na cama elástica, no trapézio, nos tecidos coloridos vindos do teto. As mães escorregando com as crianças, descalças, com o riso solto. Os pais contentes porque suas crias estavam se divertindo. Os Saltimbancos na vitrola. Algodão doce, pipoca, cachorro-quente na mão. Uma mesa de parabéns bem singela, feita por mim. E cada vez que eu olhava para cima, via descendo pela escada alguém querido. Todos chegavam com especial alegria. A Lolô é mesmo muito amada!
E lá ia ela desbravando tudo, vestida de princesa, maravilhada com aquele domingo.
Acho que esse aniversário ela não vai esquecer.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
GANHEI UM BEN
Benjamin Grigolin Leão.
Para te esperar chegar já havia pedido ao meu pessoal que desse um passinho prá frente, porque lá vinha mais gente para eu amar. As menininhas se aglomeraram, os amigos se espremeram, as minhas amadas crianças ficaram bem juntinhas para caber você com folga.
Te ofereço minha ternura que não tem fim, minhas singelices, meu gosto pela poesia, minha facilidade para me pôr em seu lugar. Posso te ouvir a qualquer hora, te julgar não vou. Você vai ver, nasci com o dom de fazer as pessoas que amo sentirem-se bem-vindas. Tenho o dom também de adivinhar o que vocês estão sentindo. Acho que é por que vivi minha meninine muito intensamente e tenho lá muitas respostas para o sentimento do mundo.
Ben! Você vai ser tão grande um dia. Não vai caber nos carros nem nas calças. Vai ter barba, tocar violão, viajar pelo mundo. Me mande cartão postal! A Manu tá com você? Alô?
Você vai sofrer de amor. Venha cá me contar o que te assola. Venha almoçar sem avisar. Venha sempre com seu irmão. Me ligue, eu vou te buscar. Benjamin! O que você está ouvindo? Onde você anda indo? Vai fazer vestibular pra quê? E a grana tá curta? Seus pais vão bem? Fala aqui com seu padrinho. Sua mãe falou isso? Liga não, vem aqui ver um dvd com a gente. Tá resfriado? Tomou gelado? O que é isso que você tem na mão? Que jeito de falar... você está me saindo ao seu pai. O que anda te interessando? Oceano? Puxou o Giuliano. O que achou do filme? Do vinho? Do show?
Vem aqui, dá uma abraço na dinda! Não faz essa cara não.
Lolô, Tom, Manu, Ben, tá na mesa!
Quero a vida sempre assim.
Benjamin Grigolin Leão.
Para te esperar chegar já havia pedido ao meu pessoal que desse um passinho prá frente, porque lá vinha mais gente para eu amar. As menininhas se aglomeraram, os amigos se espremeram, as minhas amadas crianças ficaram bem juntinhas para caber você com folga.
Te ofereço minha ternura que não tem fim, minhas singelices, meu gosto pela poesia, minha facilidade para me pôr em seu lugar. Posso te ouvir a qualquer hora, te julgar não vou. Você vai ver, nasci com o dom de fazer as pessoas que amo sentirem-se bem-vindas. Tenho o dom também de adivinhar o que vocês estão sentindo. Acho que é por que vivi minha meninine muito intensamente e tenho lá muitas respostas para o sentimento do mundo.
Ben! Você vai ser tão grande um dia. Não vai caber nos carros nem nas calças. Vai ter barba, tocar violão, viajar pelo mundo. Me mande cartão postal! A Manu tá com você? Alô?
Você vai sofrer de amor. Venha cá me contar o que te assola. Venha almoçar sem avisar. Venha sempre com seu irmão. Me ligue, eu vou te buscar. Benjamin! O que você está ouvindo? Onde você anda indo? Vai fazer vestibular pra quê? E a grana tá curta? Seus pais vão bem? Fala aqui com seu padrinho. Sua mãe falou isso? Liga não, vem aqui ver um dvd com a gente. Tá resfriado? Tomou gelado? O que é isso que você tem na mão? Que jeito de falar... você está me saindo ao seu pai. O que anda te interessando? Oceano? Puxou o Giuliano. O que achou do filme? Do vinho? Do show?
Vem aqui, dá uma abraço na dinda! Não faz essa cara não.
Lolô, Tom, Manu, Ben, tá na mesa!
Quero a vida sempre assim.
COMPARANDO QUINTANA COM DRUMMOND
"Drummond é desconfiado, de olhar oblíquo. Quintana é debochado, de olhar confiante. Drummond é longo como um vício. Quintana é breve como uma virtude. Drummond se mostrou engajado nas questões urbanas e urgentes de sua época. Quintana procurou não ser do seu tempo, e sim do seu lugar. Drummond traz o sentimento de despoder biográfico. Quintana se articula no sentimento de posse do eu, da vaidade generosa, que se reparte e não se economiza. O primeiro duvida do espelho, o segundo duvida de quem se vê no espelho. Drummond se ausentava do poema, tal velório. Quintana não se ausentava do poema, tal festa de aniversário. "
Fabrício Carpineja
"Drummond é desconfiado, de olhar oblíquo. Quintana é debochado, de olhar confiante. Drummond é longo como um vício. Quintana é breve como uma virtude. Drummond se mostrou engajado nas questões urbanas e urgentes de sua época. Quintana procurou não ser do seu tempo, e sim do seu lugar. Drummond traz o sentimento de despoder biográfico. Quintana se articula no sentimento de posse do eu, da vaidade generosa, que se reparte e não se economiza. O primeiro duvida do espelho, o segundo duvida de quem se vê no espelho. Drummond se ausentava do poema, tal velório. Quintana não se ausentava do poema, tal festa de aniversário. "
Fabrício Carpineja
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
UMA DECLARAÇÃO DE AMOR DA TOTY PARA A LOLÔ
Lolô:
Que sua vida seja cheia de piqueniques... e que vc continue achando a coisa mais linda do mundo uma toalha desgrenhada estendida no chão de um parque.
Seja a eterna princesa, mas cultive a leoa que já existe em vc.
Continue sem medo de descobrir o mundo e com a certeza de que vc pode. TUDO.
Tenha pavor do Lobo, mas nunca de enfrentá-lo.
Sorria por nada e chore por qualquer coisa.
Abrace o Júlio, a girafa, o Sivuca, o Bê, o Tom e siga abraçando a vida. Ela gosta de ser bem tratada e vai tratá-la bem em troca.
Não perca essa atenção e esse olhar que vc tem desde que nasceu.
Não perca sua espontaneidade. Nem que te obriguem. Brigue por isso.
Faça da sua existência uma grande balanca onde dá pra colocar um pouquinho de cada coisa. Cabe o que vc quiser.
E saiba que eu estou aqui. Sendo sua madrinha com todo o amor que eu consigo ter.
Um beijo, dos grandes e um abraço bem forte.
Toty
Lolô:
Que sua vida seja cheia de piqueniques... e que vc continue achando a coisa mais linda do mundo uma toalha desgrenhada estendida no chão de um parque.
Seja a eterna princesa, mas cultive a leoa que já existe em vc.
Continue sem medo de descobrir o mundo e com a certeza de que vc pode. TUDO.
Tenha pavor do Lobo, mas nunca de enfrentá-lo.
Sorria por nada e chore por qualquer coisa.
Abrace o Júlio, a girafa, o Sivuca, o Bê, o Tom e siga abraçando a vida. Ela gosta de ser bem tratada e vai tratá-la bem em troca.
Não perca essa atenção e esse olhar que vc tem desde que nasceu.
Não perca sua espontaneidade. Nem que te obriguem. Brigue por isso.
Faça da sua existência uma grande balanca onde dá pra colocar um pouquinho de cada coisa. Cabe o que vc quiser.
E saiba que eu estou aqui. Sendo sua madrinha com todo o amor que eu consigo ter.
Um beijo, dos grandes e um abraço bem forte.
Toty
terça-feira, 5 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
NO MEU MOLESKINE
Me interesso
por todo
passeio
pelo
humano
eu passava horas mexendo nos armários
as fotos tinham cheiro de tempo que passou
mas os lenços eram cheirosos,
havia bolsas, brincos, broches
e...o que era aquilo na caixa fechada?
era o vestido de noiva da minha mãe (...)
Lolô faz três anos
e me toca
ela toda sente
Lolô está aprendendo que nasce-se e morre-se
tão cedo descobriu o inexorável!
Lolô não muda de opinião
gosta de vermelho
de morango
do Tom
da Branca de Neve
Lolô tem medos
muitos
Lolô chora
Lolô está vendo o mundo
e vivendo o mundo.
Me interesso
por todo
passeio
pelo
humano
eu passava horas mexendo nos armários
as fotos tinham cheiro de tempo que passou
mas os lenços eram cheirosos,
havia bolsas, brincos, broches
e...o que era aquilo na caixa fechada?
era o vestido de noiva da minha mãe (...)
Lolô faz três anos
e me toca
ela toda sente
Lolô está aprendendo que nasce-se e morre-se
tão cedo descobriu o inexorável!
Lolô não muda de opinião
gosta de vermelho
de morango
do Tom
da Branca de Neve
Lolô tem medos
muitos
Lolô chora
Lolô está vendo o mundo
e vivendo o mundo.
sábado, 2 de agosto de 2008



2 DE AGOSTO, ANIVERSÁRIO DA LOLÔ
Hoje, assim que você abriu os olhinhos eu e o papai te enchemos de beijos e abraços.
Faz três anos e nove meses que nós te amamos, amamos, amamos.
Peço com tanta fé aos céus que seu caminho seja iluminado, que a saúde não te falte e que a alegria de viver esteja presente em cada um dos seus dias.
A gente ganhou de presente existir, filha.
Faça sempre isso valer a pena.
Sempre sua,
Mamãe
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
SOLAR DOS FELIZES
Um dia, já faz tempo, sentamos eu, Tin, Toty, Che, Fefê e Mumu para jantar como de costume.
Foram anos assim. O assunto percorria sempre um mesmo curso, os meninos acabavam falando de música, nós meninas preferíamos sempre rir de nós mesmas, pôr na mesa as aflições femininas. Fefê sempre dava uma choradinha. Mumu comia falando huuummm. huuuummm. Toty abraçava sempre quem dizia alguma coisa que a deixasse comovida. Eu sempre mostrava meu lado falível. O Tin sempre comentava tudo com inteligência acima da média. O Che ria de tudo e aproveitava o momento para fazer críticas aos que ele considerava idiotas nesse mundo.
Pois naquela noite sonhamos em construir o Solar dos Felizes. Um pequeno condomínio com três casas e área de conviviencia comum. O Mumu desenhou o projeto no guardanapo. Tinha lugar para os churrascos, paras as criancas crescerem juntas, para a música. Encontramos um terreno vago na Natingui.
Bom, hoje naquele terreno um prédio foi erguido e o Solar ficou esquecido.
O que ele representava é que eu não esqueci.
E por pura teimosia minha convidei os cinco de novo para jantar.
Tudo igual. A Fê chorou. O Mumu falou huuummmm, o Che riu, a Toty abraçou, o Tin falou.
E eu pensei que o afeto ainda nos une.
Um dia, já faz tempo, sentamos eu, Tin, Toty, Che, Fefê e Mumu para jantar como de costume.
Foram anos assim. O assunto percorria sempre um mesmo curso, os meninos acabavam falando de música, nós meninas preferíamos sempre rir de nós mesmas, pôr na mesa as aflições femininas. Fefê sempre dava uma choradinha. Mumu comia falando huuummm. huuuummm. Toty abraçava sempre quem dizia alguma coisa que a deixasse comovida. Eu sempre mostrava meu lado falível. O Tin sempre comentava tudo com inteligência acima da média. O Che ria de tudo e aproveitava o momento para fazer críticas aos que ele considerava idiotas nesse mundo.
Pois naquela noite sonhamos em construir o Solar dos Felizes. Um pequeno condomínio com três casas e área de conviviencia comum. O Mumu desenhou o projeto no guardanapo. Tinha lugar para os churrascos, paras as criancas crescerem juntas, para a música. Encontramos um terreno vago na Natingui.
Bom, hoje naquele terreno um prédio foi erguido e o Solar ficou esquecido.
O que ele representava é que eu não esqueci.
E por pura teimosia minha convidei os cinco de novo para jantar.
Tudo igual. A Fê chorou. O Mumu falou huuummmm, o Che riu, a Toty abraçou, o Tin falou.
E eu pensei que o afeto ainda nos une.
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