10 COISINHAS À TOA DE AMIGOS QUE ENCHEM DE GRAÇA O MEU DIA
O Ary ligou de manhã e usou sua infinita facilidade para fazer tudo fluir.
Depois me ligou meu grande amigo Zé Eduardo dizendo que Lu Coelho me mandou um recado: eu sou uma Polha. Isso, ele me dizia há exatos quinze anos!
Em seguida Benê querido me mandou um e-mail. Só para perguntar como estou e como vão as meninas.
Falei com a Toty.
Conversei com Mumu no msn.
Almocei com minha inseparável Cice.
Conversei com Carol no msn.
Encontrei o Raul na escada.
Fê Jabur me pegou no trabalho. Jantamos juntas: eu, ela e Fefê com os sonhos transbordando pelos seus olhões.
ÊTA VIDA BOA!
quarta-feira, 30 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008

L'ORATORIO D'AURELIA
Fefê me convidou e eu fui.
Só não sabia que iria tão longe.
L'ORATORIO D'AURELIA beira o surrealismo. Mágico e sensível, apresenta um mundo de ponta-cabeça e uma teia de quebra-cabeças visuais. Assistimos boqueabertas. Assistimos com os olhos arregalados e o coração disparado.
Serve para sonhar.
A singelice maior é Aurelia ser neta de Charlie Chaplin.
domingo, 27 de julho de 2008

TEMPO ENCANTADO
- Mamãe, mamã-nhê, mamãe, mamã-nhê - Lolô repete até eu aparecer no quarto dela.
- Oi, minha princesa.
- Já é de dia, mamãe?
- É sim, filha. Vem aqui, me dá um abraço.
- Tá um dia lindo, mamãe?
- Um dia lindo, Lolô.
- Tira minha fralda, então.
:0)
Levo Lolô para a sala, ponho para ela um dvd, dou a ela uma tetê e vou bem na moita dormir de novo.
Quando ela se dá conta, aparece no meu quarto:
- Acorda mamãe, não é mais de noite. É de dia. Levanta. Abre o olho mamãe. Olha aqui pra Lolô.
- Vai indo lá na sala, filha. Mamãe já vai.
- Não, eu espero aqui mesmo. Vou dar uma dica óh, vou puxar só um pouquinho da sua coberta, você puxa o resto sozinha, hein? Papai?
- Oi filha?
- Tá cansado? quer dormir sozinho? Vem mamãe, papai quer dormir sozinho.
:0)
- Lolô, hoje é aniversário do vovô Pedro. Mamãe está com saudades do vovô Pedro e da vovó Laila.
- Por que você tá com saudade, mamãe, se eles são coisas suas?
:0)
- Que cara é essa filha, tá com sono?
- Não, tô preocupada com meu joelho.
:0)
- Mamãe, por que o vovô do Menino Maluquinho morreu? Por que a bisa Martha morreu? Por que morre?
- Mamãe, por que eu tô sem amigo hoje?
- Mamãe, eu e a Nanda "brincaram" de limpar o rio e a praça. Vem ver: aqui é o rio (apontava o rodo para o teto) aqui é a praça (apontava para a janela).
- Mamãe por que a Nanda vai embora? Por que vai embora? Eu não gosto que "vai embora", eu não gosto que "acaba."
segunda-feira, 21 de julho de 2008
É COM GRANDE PESAR QUE CONTO A VOCÊS: ACHO QUE NEIDE NAURA VAI PARTIR
Sofro. Seja por quem for, basta pensar que a pessoa vai pegar as coisinhas dela e partir de orelha baixa para eu ter vontade de chorar. Faço filmes de margarina na minha cabeça. Os melhores momentos de Neide Naura. Ela sorrindo em câmera lenta. Arrumando as roupinhas das meninas. Colocando doze colheres de acúcar no café. Cuidando do Bê. Dando comida para o peixe. Lavando meu carro mesmo sem eu pedir. Fazendo um rabo de cavalo de lado na Lolô a la Little Miss Sunshine. Comendo as bolinhas de homeopatia da Lolô que caem no chão. Perguntando para todo mundo quando o i-phone chega. Abrindo a porta do meu quarto sem bater quando eu estou sem roupa, em cima do meu marido.
Por que é tão difícil pra mim me separar de alguém?
A Toty se separou do Che! O Zé se separou da Luna, sua adorada cachorra! Meus tios vão embora de Assis, onde viveram toda uma vida! Por que eu não consigo me separar de Neide Naura?
No lugar dela viria Jose. Uma doçura de pessoa. Silenciosa. Não dá um pio, não emite opinião sem ser chamada. Mas é tão carinhosa e delicada.
Então? Neide vai ou Neide fica?
Estou vulnerável e aberta a opiniões.
Sofro. Seja por quem for, basta pensar que a pessoa vai pegar as coisinhas dela e partir de orelha baixa para eu ter vontade de chorar. Faço filmes de margarina na minha cabeça. Os melhores momentos de Neide Naura. Ela sorrindo em câmera lenta. Arrumando as roupinhas das meninas. Colocando doze colheres de acúcar no café. Cuidando do Bê. Dando comida para o peixe. Lavando meu carro mesmo sem eu pedir. Fazendo um rabo de cavalo de lado na Lolô a la Little Miss Sunshine. Comendo as bolinhas de homeopatia da Lolô que caem no chão. Perguntando para todo mundo quando o i-phone chega. Abrindo a porta do meu quarto sem bater quando eu estou sem roupa, em cima do meu marido.
Por que é tão difícil pra mim me separar de alguém?
A Toty se separou do Che! O Zé se separou da Luna, sua adorada cachorra! Meus tios vão embora de Assis, onde viveram toda uma vida! Por que eu não consigo me separar de Neide Naura?
No lugar dela viria Jose. Uma doçura de pessoa. Silenciosa. Não dá um pio, não emite opinião sem ser chamada. Mas é tão carinhosa e delicada.
Então? Neide vai ou Neide fica?
Estou vulnerável e aberta a opiniões.
domingo, 20 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008

ÍDOLOS
O Guilherme é priminho da Lolô. 7 anos. Criado na escola Waldorf. Filho único, sinceridade cortante e energia que não acaba. E perguntas que não acabam. E curiosidade que não acaba.
Na casa da avó falou para a pequena:
- Não. Não coma essa sopa! Parece vômito!
E ela:
- Eu não quero essa sopa. Parece vonco.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
UM SONHO
Sonhei que estava correndo perigo. Fugia e ao mesmo tempo procurava uma pessoa muito perigosa. Elaborei uma trama complexa com planos de fuga, esconderijos, gente me encobrindo. Fiquei bem vulnerável no tal sonho.
Sei que ele acabou assim: eu dentro de um lugar subindo uma escada. Olhei pelo vidro deste lugar e havia um ponto de ônibus lá fora. A criatura que eu temia estava lá e de costas parecia a rainha da história da Branca de Neve fingindo-se de velha.
Eu resolvi provocá-la e bati no vidro.
Ela se virou.
E ela era eu.
Sonhei que estava correndo perigo. Fugia e ao mesmo tempo procurava uma pessoa muito perigosa. Elaborei uma trama complexa com planos de fuga, esconderijos, gente me encobrindo. Fiquei bem vulnerável no tal sonho.
Sei que ele acabou assim: eu dentro de um lugar subindo uma escada. Olhei pelo vidro deste lugar e havia um ponto de ônibus lá fora. A criatura que eu temia estava lá e de costas parecia a rainha da história da Branca de Neve fingindo-se de velha.
Eu resolvi provocá-la e bati no vidro.
Ela se virou.
E ela era eu.

PEROLINHAS
No carro:
- Tá quietinha, Lolô. É sono?
- Não, tô pensando na minha festa de aniversário. Você não pode esquecer de comprar uma velinha.
Sobre a festa:
- Então eu falo, você escreve pra mim quem eu quero convidar tá, mamãe? Tomtom, Helena, Nanda, Isabel. O Biscoito pode ir?
Às 22h00:
- Mamãe hoje eu não quero dormir não, obrigada.
- Dormir é gostoso demais, Lolô. A gente sonha, cresce, descansa.
- É que, é que eu não quero ficar sozinha. No meu quarto tem um lobo mau em baixo do berço.
- Seu anjinho da guarda proibiu lobo mau de entrar aqui. Ele assoprou o lobo e tudo que é ruim prá lá.
- Só que eu nunca vi o anjinho aqui no meu quarto e o lobo eu vejo. Ele tá lem baixo do berço. Você não vê porque ele é pequeno.
Boato
- Mamãe, sabe o que a Narizinho me contou hoje?
- O quê, filha?
- Que pessoa grande não chora.
- Não é verdade. Pessoa grande chora. Menos que as crianças, mas chora. Até o seu papai chora. Ele chorou no dia em que você nasceu.
- Ficou tiste?
- Não. Choramos todos de alegria.
Quero ser
- Mamãe, quando eu crescer quero ser "escritor."
- Jura? Eu também. Igual o Monteiro Lobato, a Ruth Rocha, o Ziraldo que escreveu o Menino Maluquinho. Vou te ensinar uma coisa que escreveu um escritor chamado Mário Quintana: "Eles passarão e eu passarinho."
Ela achou graça e repetiu baixinho, meio confusa.
- Quem canta a música dos peixinhos mamãe?
- Dos peixinho, Lô?
- É. Da saudade.
- João Gilberto. Chega de saudade. Vem aqui me dá um beijo.
terça-feira, 15 de julho de 2008
FERNANDO PESSOA
Li no blog da Moni e fiquei com vontade de postar estes versos aqui.
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
(Fernando Pessoa)
Li no blog da Moni e fiquei com vontade de postar estes versos aqui.
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
(Fernando Pessoa)
segunda-feira, 14 de julho de 2008
ABRAÇO, ABRAÇO
Lolô está concentrada, brincando, vendo um livro. De repente pára e vem correndo:
-Mamãe, abraço, abraço.
Abre os braços, me dá um abraço bem apertado e volta para o que estava fazendo.
Nunca vou me esquecer disso.
- Mamãe, me pomete uma coisa?
- O que?
- Pomete?
- Fala.
- Que eu não vou ter que dormir hoje a noite. Nem quando ficar escuro. Nenhum pouquinho.
Lolô está concentrada, brincando, vendo um livro. De repente pára e vem correndo:
-Mamãe, abraço, abraço.
Abre os braços, me dá um abraço bem apertado e volta para o que estava fazendo.
Nunca vou me esquecer disso.
- Mamãe, me pomete uma coisa?
- O que?
- Pomete?
- Fala.
- Que eu não vou ter que dormir hoje a noite. Nem quando ficar escuro. Nenhum pouquinho.
SEMPRE O LADO BOM
Fui tanto a reuniões do Rotary quando criança que acho que minha cota de participar de eventos com protocolo esgotou-se.
Mas como trabalho é trabalho, lá fui eu ao Congresso de Publicidade. Sim, eram mil e seiscentos publicitários reunidos discutindo o futuro da comunicação com direito a Karmina Burana tocando na abertura do evento.
Pois no meio daquela gente toda estava Kofi Annan. Ele mesmo. O sósia do Morgan Freeman. Secretário da ONU. Nobel da Paz.
Subiu ao palco e falou, falou, falou. De paz, dignidade, ordem, felicidade, compaixão.
Foi bom. Foi bom.
Fui tanto a reuniões do Rotary quando criança que acho que minha cota de participar de eventos com protocolo esgotou-se.
Mas como trabalho é trabalho, lá fui eu ao Congresso de Publicidade. Sim, eram mil e seiscentos publicitários reunidos discutindo o futuro da comunicação com direito a Karmina Burana tocando na abertura do evento.
Pois no meio daquela gente toda estava Kofi Annan. Ele mesmo. O sósia do Morgan Freeman. Secretário da ONU. Nobel da Paz.
Subiu ao palco e falou, falou, falou. De paz, dignidade, ordem, felicidade, compaixão.
Foi bom. Foi bom.
sábado, 12 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
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