YOGA COM A LOLÔ
Depois de ensinar para Lolô a postura da criança, do gato, do rei dos peixes, do cachorro e da ávore chegou a vez dela me dar aula:
- Mamãe, vamos fazer a postura do hipopótamo. Põe a mãozinha aqui oh, isso, agora põe o cabelo pra frente assim, agora levanta, isso, agora vem atrás de mim. Agora...isso, muito bem mamãe. Agora sobe na cama e pula. Pula!? Vem mamãe é assim mesmo.
domingo, 28 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
BICHO
"Como pouco, sinto pouco, nado raso, amo o superficial, bebo só as beiradas, belisco a vida. Tudo para me manter imaculada. Tudo para sentir o mínimo possível o mundano das coisas. Tudo para ser quase desumana de tanto negar a vida. Para negar minhas vontades de bicho. Para jamais me lembrar dele. Eu sempre fico com fome, eu sempre acordo antes do sono acabar, eu sempre paro antes do peito arrebentar, eu sempre sento antes da pressão cair, eu sempre tenho prazer antes de sentir prazer. Eu sempre vou até onde é seguro. Eu tenho medo do meu abismo e da soltura do meu bicho. O que ele pode fazer comigo? O que ele pode fazer com você? "
(mais Tati. http://www.tatibernardi.com.br/artigos.php)
"Como pouco, sinto pouco, nado raso, amo o superficial, bebo só as beiradas, belisco a vida. Tudo para me manter imaculada. Tudo para sentir o mínimo possível o mundano das coisas. Tudo para ser quase desumana de tanto negar a vida. Para negar minhas vontades de bicho. Para jamais me lembrar dele. Eu sempre fico com fome, eu sempre acordo antes do sono acabar, eu sempre paro antes do peito arrebentar, eu sempre sento antes da pressão cair, eu sempre tenho prazer antes de sentir prazer. Eu sempre vou até onde é seguro. Eu tenho medo do meu abismo e da soltura do meu bicho. O que ele pode fazer comigo? O que ele pode fazer com você? "
(mais Tati. http://www.tatibernardi.com.br/artigos.php)
SOLIDÃO
Tenho medo de alimentar demais o bicho.
Horas, dias, meses, já faz um ano que ele vive vida tão ordinária. Água suja, água limpa. Comida. Ele come, defeca, come, não dorme, como se contenta? Qualquer coisa ele morre.
Fico tão atarantada com seu silêncio. Nada acontece no seu aquário. Não há nem cantos que é para se ter alguma ilusão de ótica. Ninguém da sua espécie aqui.
Se lembro do peixe vou tratando logo de mudar de coisa, ele me agonia... um mar pela frente e ele tão só aqui.
Tenho medo que ele morra, é tão vivo o bicho.
Ele existe em forma de nó na minha garganta. É pra ser bonitinho, mas fico toda confusa na presença dele. É silencioso mas é ser vivo e habita a minha cozinha e me lembra que na existência nasce-se e morre-se e entre um e outro vai-se vivendo correndo o risco de dar voltas no aquário redondo de água turva.
E porque a água é turva e dá-se voltas fico com coisa com o peixe.
Lá em casa todo mundo acha o peixe espertinho e feliz. Ele é laranja e ninguém lembra que ele não é eterno.
Tenho medo de alimentar demais o bicho.
Horas, dias, meses, já faz um ano que ele vive vida tão ordinária. Água suja, água limpa. Comida. Ele come, defeca, come, não dorme, como se contenta? Qualquer coisa ele morre.
Fico tão atarantada com seu silêncio. Nada acontece no seu aquário. Não há nem cantos que é para se ter alguma ilusão de ótica. Ninguém da sua espécie aqui.
Se lembro do peixe vou tratando logo de mudar de coisa, ele me agonia... um mar pela frente e ele tão só aqui.
Tenho medo que ele morra, é tão vivo o bicho.
Ele existe em forma de nó na minha garganta. É pra ser bonitinho, mas fico toda confusa na presença dele. É silencioso mas é ser vivo e habita a minha cozinha e me lembra que na existência nasce-se e morre-se e entre um e outro vai-se vivendo correndo o risco de dar voltas no aquário redondo de água turva.
E porque a água é turva e dá-se voltas fico com coisa com o peixe.
Lá em casa todo mundo acha o peixe espertinho e feliz. Ele é laranja e ninguém lembra que ele não é eterno.
O GOLPE
"Tirar a roupa é tão fácil. Mas tirar todas as minhas quinhentas peles pra você, só porque é o único jeito de estar com você, tem o frio e a dor e o peso e o medo de zilhões de roupas. Então não ri de mim. Elas foram construídas por tantos dias e meses e anos e vidas. E, de repente, só porque você subiu todos os meus quinhentos andares e não levou um susto quando eu abri a porta, eu resolvi tirar as minhas quinhentas peles."
(trecho do texto da Tati Bernardi)
"Tirar a roupa é tão fácil. Mas tirar todas as minhas quinhentas peles pra você, só porque é o único jeito de estar com você, tem o frio e a dor e o peso e o medo de zilhões de roupas. Então não ri de mim. Elas foram construídas por tantos dias e meses e anos e vidas. E, de repente, só porque você subiu todos os meus quinhentos andares e não levou um susto quando eu abri a porta, eu resolvi tirar as minhas quinhentas peles."
(trecho do texto da Tati Bernardi)
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
VOLTEI PARA A YOGA
Tanta gente me ligou preocupada: onde já se viu faltar da yoga.
Largue qualquer coisa, menos a yoga. Largue o emprego, a família, largue as responsabilidades, só não deixe de lado a yoga, porque deixando a yoga você está deixando você.
"Quando os cinco sentidos e a mente estão parados, e a própria razão descansa em silêncio, então começa o caminho supremo. Essa firmeza e a calma dos sentidos chama-se Yoga. Mas deve-se estar atento, pois o Yoga vem e vai."
Katha Upanishad, VI
Tanta gente me ligou preocupada: onde já se viu faltar da yoga.
Largue qualquer coisa, menos a yoga. Largue o emprego, a família, largue as responsabilidades, só não deixe de lado a yoga, porque deixando a yoga você está deixando você.
"Quando os cinco sentidos e a mente estão parados, e a própria razão descansa em silêncio, então começa o caminho supremo. Essa firmeza e a calma dos sentidos chama-se Yoga. Mas deve-se estar atento, pois o Yoga vem e vai."
Katha Upanishad, VI
terça-feira, 23 de setembro de 2008
PENSAMENTO DE TRAVESSEIRO
Uma pessoa leve, leve, rarefeita de tão suave nunca trabalharia onde eu trabalho.
As pessoas bem purinhas da silva nem entenderiam o funcionamento da minha rotina. Quando eu entro na sala do meu chefe então, acho que nada está fazendo sentido. Me parece um delírio aquilo tudo. O verdadeiro "Mito das cavernas."
E eu bem envolvida com essa neurose.
Será que isso é carma?
Como posso me sentir parte daquio, sendo que aquilo é bruto e eu, eu pelo menos tenho certa delicadeza.
Estranho, muito estranho.
Uma pessoa leve, leve, rarefeita de tão suave nunca trabalharia onde eu trabalho.
As pessoas bem purinhas da silva nem entenderiam o funcionamento da minha rotina. Quando eu entro na sala do meu chefe então, acho que nada está fazendo sentido. Me parece um delírio aquilo tudo. O verdadeiro "Mito das cavernas."
E eu bem envolvida com essa neurose.
Será que isso é carma?
Como posso me sentir parte daquio, sendo que aquilo é bruto e eu, eu pelo menos tenho certa delicadeza.
Estranho, muito estranho.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
"O MILAGRE DAS FOLHAS" por Clarice Lispector
(...) Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhões de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos, tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza.
(...) Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhões de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos, tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
LAILINHA
No carro:
- Mamãe, sabe por que eu tô brava?
- Não.
- Por causa dessa merda desse cinto.
- Com quem você aprendeu a falar assim?
(... silêncio)
- Com a vovó Laila.
DRAMATURGA
_ Uma vez eu e a Jose tavam no shopping não com resfriado e aí a gente compou um sorvete muito gelado aí a gente tomou e desmaiou.
NO RESTAURANTE
_ Ilaci: dois pirulitos, um peixe e a conta, por favor.
No carro:
- Mamãe, sabe por que eu tô brava?
- Não.
- Por causa dessa merda desse cinto.
- Com quem você aprendeu a falar assim?
(... silêncio)
- Com a vovó Laila.
DRAMATURGA
_ Uma vez eu e a Jose tavam no shopping não com resfriado e aí a gente compou um sorvete muito gelado aí a gente tomou e desmaiou.
NO RESTAURANTE
_ Ilaci: dois pirulitos, um peixe e a conta, por favor.
EMPAQUEI
Tenho muitas coisas começadas pedindo para serem concluídas e muitas para organizar. Respostas para a arquiteta, o computador do meu pai que até hoje não mandei para Assis, um e-mail para a Patty Costa que ensaio desde que vi seu recado neste blog, contratar uns, abrir mão de outros, terminar umas campanhas, continuar o projeto guru que eu mesma criei, conversar com o novo ilustre gerente do banco que até hoje não conheço, fazer os exames que Dr Manoel pediu, voltar à dentista porque já paguei uma restauração que não fiz, e, o pior: voltar para a yoga! Depois de sete anos me sabotei, acabei deixando de lado (já faz três semanas) minha grande fonte de bem-estar e sanidade.
Quem me conhece sabe: se não termino o que começo minha vida empaca. Tenho uma tremenda pré-disposição (escorpiana) para me picar, me envenenar, me afundar em pendências e, por achar que elas estão me soterrando me deixar soterrar e virar assim um ermitão que se isola por não saber conviver em sociedade.
Um dia os policiais vão entrar aqui querendo os recibos. Cadê os recibos? Que recibos? Eu direi.
Tenho muitas coisas começadas pedindo para serem concluídas e muitas para organizar. Respostas para a arquiteta, o computador do meu pai que até hoje não mandei para Assis, um e-mail para a Patty Costa que ensaio desde que vi seu recado neste blog, contratar uns, abrir mão de outros, terminar umas campanhas, continuar o projeto guru que eu mesma criei, conversar com o novo ilustre gerente do banco que até hoje não conheço, fazer os exames que Dr Manoel pediu, voltar à dentista porque já paguei uma restauração que não fiz, e, o pior: voltar para a yoga! Depois de sete anos me sabotei, acabei deixando de lado (já faz três semanas) minha grande fonte de bem-estar e sanidade.
Quem me conhece sabe: se não termino o que começo minha vida empaca. Tenho uma tremenda pré-disposição (escorpiana) para me picar, me envenenar, me afundar em pendências e, por achar que elas estão me soterrando me deixar soterrar e virar assim um ermitão que se isola por não saber conviver em sociedade.
Um dia os policiais vão entrar aqui querendo os recibos. Cadê os recibos? Que recibos? Eu direi.
sábado, 13 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
A VER NAVIOS
Há dias eu esperava por hoje, dia 12. O dia em que o Tin acabaria as filmagens de "Som e fúria." O dia em que nós saíriamos como há muito não fazemos: iríamos ao Terraço Itália para a festa de lançamento de "Alice" a série da HBO.
Vesti um longo. O salto era alto. O delineador alongando os cílios até onde era possível. Bolsa não, carteira. Gloss. Perfume. Alegria. Olha essa noite, imagine a vista de lá. Vai tocar bolero? Vai ter champagne? Com o cinto ou sem o cinto? Solto arrastando no chão ou acinturado como a Teresa da praia? Cabelo preso? ...gostei assim. Chave na mão.
Lolô vomitou. Chorou. Ficou quente.
Tirei o vestido e o salto, me sentei com ela no colo, maquiada mesmo, e assim passei a noite.
Há dias eu esperava por hoje, dia 12. O dia em que o Tin acabaria as filmagens de "Som e fúria." O dia em que nós saíriamos como há muito não fazemos: iríamos ao Terraço Itália para a festa de lançamento de "Alice" a série da HBO.
Vesti um longo. O salto era alto. O delineador alongando os cílios até onde era possível. Bolsa não, carteira. Gloss. Perfume. Alegria. Olha essa noite, imagine a vista de lá. Vai tocar bolero? Vai ter champagne? Com o cinto ou sem o cinto? Solto arrastando no chão ou acinturado como a Teresa da praia? Cabelo preso? ...gostei assim. Chave na mão.
Lolô vomitou. Chorou. Ficou quente.
Tirei o vestido e o salto, me sentei com ela no colo, maquiada mesmo, e assim passei a noite.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Cada promessa é uma ameaça; cada perda, um encontro. Dos medos nascem as coragens, e das dúvidas, as certezas. Os sonhos anunciam outra realidade possível, e os delírios, outra razão.
SOMOS ENFIM O QUE FAZEMOS PARA TRANSFORMAR O QUE SOMOS. A identidade não é uma peça de museu guardada, quietinha na vitrine, mas a sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia.
Nessa fé, fugitiva, eu creio. Para mim é a única fé digna de confiança, porque é parecida com o bicho humano, fodido mas sagrado, e à louca aventura de viver no mundo.
"O livro dos abraços" - Eduardo Galeano
SOMOS ENFIM O QUE FAZEMOS PARA TRANSFORMAR O QUE SOMOS. A identidade não é uma peça de museu guardada, quietinha na vitrine, mas a sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia.
Nessa fé, fugitiva, eu creio. Para mim é a única fé digna de confiança, porque é parecida com o bicho humano, fodido mas sagrado, e à louca aventura de viver no mundo.
"O livro dos abraços" - Eduardo Galeano
ISSO ME FAZ RIR
O Mario entrar no msn às duas e quarenta da manhã para testar seu computador reconfigurado. No intervalo de um segundo entre entrar e sair do msn a Lu Cotrim aparece cobrando um trabalho. Ele dá um grito, vai correndo para o quarto e diz à esposa - Socorro, acorda, elá tá no msn!
Ele compra dez dólares de crédito para falar com a Lu somente via skype. Mas alguém dá de lambuja o número do celular dele pra ela.
Ele está em uma reunião e ela liga. Liga. Liga. Ele atende baixinho e diz: estou no meio de uma reunião. Ouve-se ela falando, falando, falando. Ele pede um minuto e sai da sala. Volta depois de vinte minutos, pálido.
Ela liga e ele não está na mesa. Em seguida toca o ramal 2777, 2788. 2789, 2765, 2734. Em todos eles é a Lu atrás do Mario.
O Mario entrar no msn às duas e quarenta da manhã para testar seu computador reconfigurado. No intervalo de um segundo entre entrar e sair do msn a Lu Cotrim aparece cobrando um trabalho. Ele dá um grito, vai correndo para o quarto e diz à esposa - Socorro, acorda, elá tá no msn!
Ele compra dez dólares de crédito para falar com a Lu somente via skype. Mas alguém dá de lambuja o número do celular dele pra ela.
Ele está em uma reunião e ela liga. Liga. Liga. Ele atende baixinho e diz: estou no meio de uma reunião. Ouve-se ela falando, falando, falando. Ele pede um minuto e sai da sala. Volta depois de vinte minutos, pálido.
Ela liga e ele não está na mesa. Em seguida toca o ramal 2777, 2788. 2789, 2765, 2734. Em todos eles é a Lu atrás do Mario.
NUM REINO DISTANTE
- Mamãe, sabe o que eu pensei? E se as pincesas me convidarem para o castelo delas?
- Que demais! Você vai?
- Vou se elas me delem um anel de oulo cor-de-rosa e verde. E vermelho.
- Mamãe, às vezes você faz o jeito do E.T.
- Por que o Che tem colar se ele não é menina? Porque o carro do papai tem sede? Por que a Neixi não gosta de ficar pelada? Por que o Rodrigo Leião não deixa o Tom comer bis?
- Mamãe, sabe o que aconteceu? Meu cocô morreu.
- Como assim?
- Morreu o meu cocô. Ele não tá dormindo não. Morreu mesmo.
- Mamãe, sabe o que eu pensei? E se as pincesas me convidarem para o castelo delas?
- Que demais! Você vai?
- Vou se elas me delem um anel de oulo cor-de-rosa e verde. E vermelho.
- Mamãe, às vezes você faz o jeito do E.T.
- Por que o Che tem colar se ele não é menina? Porque o carro do papai tem sede? Por que a Neixi não gosta de ficar pelada? Por que o Rodrigo Leião não deixa o Tom comer bis?
- Mamãe, sabe o que aconteceu? Meu cocô morreu.
- Como assim?
- Morreu o meu cocô. Ele não tá dormindo não. Morreu mesmo.
domingo, 7 de setembro de 2008
DOMINGUEIRA
- Mamãe, sabe o que eu pensei comendo pipoca?
- O quê?
- Que existe mamãe doce e mamãe salgada.
- Mamãe, não é mais para falar brava comigo! Isso é muito feio. Se você falar brava comigo de novo eu vou embora com o Josão.
- Com quem?
- Com o Josão, meu babazão.
- Mamãe, eu sonhei que alguém falou brava com a "Lorena Trotta" e com a Lorena Fics.
- Mamãe, sabe o que eu pensei comendo pipoca?
- O quê?
- Que existe mamãe doce e mamãe salgada.
- Mamãe, não é mais para falar brava comigo! Isso é muito feio. Se você falar brava comigo de novo eu vou embora com o Josão.
- Com quem?
- Com o Josão, meu babazão.
- Mamãe, eu sonhei que alguém falou brava com a "Lorena Trotta" e com a Lorena Fics.



NA GRANJA
A pequenininha se acomoda no panão estendido na grama. A princesa arrasta o vestido por onde passa, de pé descalço correndo atrás dos tri-queridos..
A casa toda fica aberta. Vamos dar uma olhada nas novidades: a hortinha já arrisca os primeiros frutos.
Quando se tem fome, cumpadre aparece com um almoço no capricho. Na hora da sede tem cerveja. Na hora da prosa, café.
Lá longe a voz da criançada.
E cata-se amora no pé para fazer geléia. Dá-se comida aos patos no lago. Anda-se entre as árvores adivinhando o nome da flor. Distraisse-se com formigas.
Quando vem a chuva, é só recolher a cabana de índio e entrar. O cheiro da chuva vem, vem, vem. Não sabe um cheiro que dá prazer de viver?
Cice, minha flor, é tão bom estar entre vocês...
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
INFIDELIDADE - SEGUNDO CONTARDO
E disse ele:
1 - Pedir ao outro para não nos trair é menos importante que pedir a ele para não trair a si mesmo. Quem trai o próprio desejo para ficar com a gente acaba nos odiando um dia.
2 - Uma infidelidade não é razão para acabar com um relação. No máximo, é razão para perguntar-se se a relação vale a pena.
E disse ele:
1 - Pedir ao outro para não nos trair é menos importante que pedir a ele para não trair a si mesmo. Quem trai o próprio desejo para ficar com a gente acaba nos odiando um dia.
2 - Uma infidelidade não é razão para acabar com um relação. No máximo, é razão para perguntar-se se a relação vale a pena.
SEM VERGONHA
- Lolô, tem coisa mais gostosa que ganhar beijo de mamãe?
- Tem. Tirar caca do nariz
- Lolô, as coisas são não todas do seu jeito. Eu quero ler este texto e você tem que respeitar assim como eu te respeito.
- Então vamos brincar assim: pimelo a mamãe respeita a Lolô. Depois eu respeito a mamãe. Uma vez de cada, entendeu?
- Mamãe, você tava fazendo muito feio não buscando a Lolô na escola. Não pode fazer isso.
Disse o Tom:
- Lolô, posso levar seu urso para andar de bicicleta?
- "De jeito nenhum." Eu acabei de pôr ele pra dormir.
- Lolô, tem coisa mais gostosa que ganhar beijo de mamãe?
- Tem. Tirar caca do nariz
- Lolô, as coisas são não todas do seu jeito. Eu quero ler este texto e você tem que respeitar assim como eu te respeito.
- Então vamos brincar assim: pimelo a mamãe respeita a Lolô. Depois eu respeito a mamãe. Uma vez de cada, entendeu?
- Mamãe, você tava fazendo muito feio não buscando a Lolô na escola. Não pode fazer isso.
Disse o Tom:
- Lolô, posso levar seu urso para andar de bicicleta?
- "De jeito nenhum." Eu acabei de pôr ele pra dormir.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
FEFET E OVALLE
Não posso ouvir falar de Ovalle sem me lembrar da Fefê.
Quando ela o conheceu na Flip, voltou extasiada. Ele pensava como ela, ele alimentava a criatividade dos artistas que se reuniam a sua volta e em volta dos copos nos botecos do Rio. Ele cultuava a conversa de botequim!
Só não se sabe porque Ovalle era um artista que poderia ter sido, mas não foi.
Então achei o que Manuel Bandeira disse a seu respeito. Estou postando aqui para a Fefet saber:
"Você não sabe certos cães muito inteligentes, muito afetuosos, quando começam a olhar fixo para a gente, ganindo dolorosamente? Querem falar e não podem. Ovalle me dá essa impressão."
Não posso ouvir falar de Ovalle sem me lembrar da Fefê.
Quando ela o conheceu na Flip, voltou extasiada. Ele pensava como ela, ele alimentava a criatividade dos artistas que se reuniam a sua volta e em volta dos copos nos botecos do Rio. Ele cultuava a conversa de botequim!
Só não se sabe porque Ovalle era um artista que poderia ter sido, mas não foi.
Então achei o que Manuel Bandeira disse a seu respeito. Estou postando aqui para a Fefet saber:
"Você não sabe certos cães muito inteligentes, muito afetuosos, quando começam a olhar fixo para a gente, ganindo dolorosamente? Querem falar e não podem. Ovalle me dá essa impressão."
TRILHA DE HOJE
Quando ouço uma música que faz meu corpo todo fazer festa tenho vontade de colocá-la no auto-falante do mundo.
Hoje minha trilha sonora é "Tu es ma came".
http://www.youtube.com/watch?v=tbpsUU_lJqk
Tu es ma cama
Mon toxique ma volupté suprême
Mon rendez-vous chéri et mon abîme
Tu fleuris au plus doux de mon âme
Tu es ma cama
Tu es mon genre de délice de programme
Je t'aspire je t'expire et je me pâme
Je t'attends comme on attend la manne
Tu es ma came
J;aime tes yeux, tes cheveux, ton arôme
Viens donc là que j'te goûte que j'te hume...
Quando ouço uma música que faz meu corpo todo fazer festa tenho vontade de colocá-la no auto-falante do mundo.
Hoje minha trilha sonora é "Tu es ma came".
http://www.youtube.com/watch?v=tbpsUU_lJqk
Tu es ma cama
Mon toxique ma volupté suprême
Mon rendez-vous chéri et mon abîme
Tu fleuris au plus doux de mon âme
Tu es ma cama
Tu es mon genre de délice de programme
Je t'aspire je t'expire et je me pâme
Je t'attends comme on attend la manne
Tu es ma came
J;aime tes yeux, tes cheveux, ton arôme
Viens donc là que j'te goûte que j'te hume...
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