sábado, 4 de julho de 2009


AZEITE, AÇÚCAR E SILÊNCIO

Não fosse pela Lolô que cantarolava baixinho enquanto desenhava, a casa estaria em silêncio. Assim passaram-se uns sete minutos.
Nesses sete minutos Manu pegou uma cadeira, subiu na mesa, pegou o azeite (inenarrável) que comprei em St Paul de Vence, tirou a tampa, pegou o açucareiro e foi devagarinho, colher por colher, enchendo o azeite de acúcar. Depois virou tudo em cima da mesa, sobre a mistura de azeite com acúcar colou um papel sulfite e ainda por cima pegou uma canetinha e pôs-se a desenhar coisinhas de nenê. Tudo isso sem fazer um barulhinho sequer.
Eu também não fiz barulho. Tirei a pequena de cima da mesa depois de ter dado um soluço de espanto. Em silêncio me pus a limpar tudo. Ela me ajudou com um guardanapinho amassado.

3 comentários:

  1. Nica, emane o Buda que há em você. Divida-o com os mais necessitados, como eu. Essa cena lá em casa seria embalada por uma doce música do Iron Maiden na minha bela voz.
    Manu, não te guento..... danadinha.hahahahahahaha.

    ResponderExcluir