sábado, 19 de setembro de 2009

FAZ UNS QUATRO DIAS QUE O DIA COMEÇOU

Acordamos em Frankfurt, atravessamos o país de trem, chegamos a Berlim em uma linda tarde de sol e céu azul.
Almoçamos um típico salsichão com salada de batata. Cervejas grandes e muitas para acompanhar. Andamos. Mudamos de hotel, passeamos sem rumo nenhum, só indo onde o vento levou.Tomamos mais um cerveja olhando a rua, pedimos muito, muitas vezes, insistentemente que algum alemão nos trouxesse uns queijos para acompanhar nossas cervejas. Eles relutaram, evitaram, tentaram vender um prato pronto mas enfim apareceram com gruyers, roqueforts, queijo de cabra, framboesas, pistaches, nozes, uvas. Um tiquinho de cada, bem do jeitinho que eu sonhei.
Pois então dormimos um pouco no hotel e acordamos e acabamos a noite no Café Paris, um incrível restaurante tradicionalíssimo, que existe desde a década de 60. Na primeira mesa que avistei estava sentado um senhor muito elegante acompanhado de dois seres que pareciam extraterrestres, eram carecas, muito maquiados, com roupas prateadas e minissais e sapatos de salto, e golas altíssimas por cima do paletó, prata. Não sei se eram homens, ou um casal, se eram novos ou velhos, sei que eram habitués do lugar, daqueles muito queridos pelo metre e pelos garçons. E tinham um olhar muito delicado.
O dia acabou as duas da manhã com a gente chegando ao hotel, mas parece que foi terça que eu entrei naquele trem e vim parar aqui.

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