ARY, E SUAS HISTÓRIAS NADA SINGELAS
O Ary é um amigo da yoga. O conheci tomando um café depois da aula. (Fefê, ele é uma espécie de Tião com histórias fabulosas). No retiro, entre um arroz integral e outro, descobrimos que ele foi integrante fervoroso do movimento estudantil. Foi hippie. Namorou uma punk. Conheceu Gabriel Garcia Marquez na época em que a Rússia distribuía livros com idéias revolucionárias. Colecionou as revistas que Gabriel escrevia. Foi preso em Bogotá com a mala cheia dessas idéias. Já fez um disco voador com a ajuda de um sócio sueco. Fez um balão também que levou muita gente ao céu. Fez Poli. É engenheiro mecatrônico. Conhece o Zé Celso. O Chico. O Gil, o Senna e todo mundo que você imaginar.
Adorei essa: certa vez saiu de Corumbá com um amigo. Chegaram ao Peru em 120. Hospedaram-se em uma favela vertical, os 120 numa casa. Pela fresta que ficava no chão do lugar onde ele dormia viu uma mulher dar à luz.
Ele termina as histórias mais mirabolantes com a exclamação: foi fantástico.
Pois o retiro contou com esta atração. Ari na mesa, costurando uma história na outra.
Na platéia eu e as atrizes Toty e Angela Dipp.
É bom conhecer pessoas que fazem a gente acreditar que tudo é possível.
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