segunda-feira, 26 de março de 2007


Ô SEMANA

Então, se vocês acham que o episódio dos pontos da Lolô acabou ali, enganaram-se. Teve virose junto, com o pacote completo: febre, dor de garganta, tosse (à exaustão) e, para completar uma otitezinha.
Foram noites sem dormir mesmo.
Quando o orador da turma de formandos da faculdade de cinema da Lolô agradecer aos pais pelas noites mal dormidas, certamente me lembrarei desta semana.
Assim como meus pais devem ter se lembrado um dia de quando eu era criança. Dr Airton, uma girafa que havia em seu consultório, termômetro, termômetro quebrado, eu com febrão deslumbrada com o mercúrio caído no chão. Banho morno. A mão da minha mãe na minha testa, meu pai com a lista telefônica aberta, o abajur aceso e os óculos na ponta do nariz ligando para o pediatra. Os ilosones, novalginas, remédios na madruga e, o mais importante de tudo: a sopa de pão. Isso mesmo, bastava eu ficar jururu que já conotava como doença e um prato fundo de café com leite e miolo de pão me era servido bem quentinho.
E a Titá uma vez me salvou de uma terrível dor de ouvido bem quando meus pais viajaram para os Estados Unidos. Ela me salvou também no dia em que a minha orelha inflamou tanto que o fecho do brinco ficou dentro do furo e ninguém podia encostar em mim. Lá fomos nós na farmácia passar um anestésico e tentar tirar aquilo de lá.
A Titá chorou de dó. A gente chora mesmo, Titá.
Isso quer dizer que estamos muito entregues ao instante. Estamos inclusive dispostos a trocar de lugar com o outro. Estamos abertos e amando.

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