terça-feira, 1 de dezembro de 2009

COISAS DIFÍCEIS QUE VIRAM LAÇOS ETERNOS

40,2 de febre é de matar qualquer mãe de desespero. Mas ao pegar a crianca no colo logo a respiração descompassada de uma se ajeita com a da outra, o corpo quente e febril da nenem vai esquentando o gelo que dá na mãe. É sempre madrugada e há o silêncio dos outros parecendo descansar para que só existam essas duas criaturas vivas trocando. A relação é primitiva, corporal. O calor, o tremor, o hálito, o suor. Umas canções cantadas baixinhas. Um banho de água fria que vai esquentando com o calor do corpo.
Olho no olho.
Somos mãe e filha. Sou forte, cuido de você e vou fazer você melhorar a qualquer custo. Isso tudo é dito sem palavras, no olho no olho mesmo.
Manu já está boa, foi uma faringite muito forte.
Muito forte.
O laço.

2 comentários:

  1. ai ana, somos sempre tão fortes. e quando tudo passa ficamos tão frágeis. pelo menos é isto que acontece comigo. bjs dani

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