segunda-feira, 11 de setembro de 2006



BOM MESMO SERIA SE HOUVESSE GOTINHAS PRÁ TUDO

Na quarta-feira Lolô teve 39 graus de febre. Diziam que era dente, reação da vacina, resfriado…até que cansei das especulações e fui ouvir o homeopata. Ele filosofou bastante e prescreveu gotinhas de duas em duas horas.
Resumo: fiquei em consulta uma hora e quinze, saí de lá sem saber o que a pequena teve mas feliz porque o doutor continua sendo uma autoridade nos assuntos de saúde, inclusive os mais banais, e acalenta o coração de qualquer mãe.
Quando eu era pequena e adoecia na madrugada meu pai ficava tão agoniado que chamava o pediatra. Dois minutos depois ligava para outro. Minha mãe dizia que era batata: três da matina, um doutor entrando dando de cara com outro saindo.
Hoje entendo.
Pois enquanto eu preenchia o cheque da consulta, fiquei eufórica quando ouvi: - Ligo amanhã para saber da mocinha. Depois dessa escrevi duzentos e sessenta com letra bem redonda e caprichada.
Na quinta, com a Lola já curada por aquela água benta toca o telefone. Dr José Armando de Peruíbe, para o meu deleite.
Só esqueci de comentar com ele que as tais gotinhas deixaram Lolô muito encrenqueira e dramática. É que quando o doutor dá mole, a gente acaba exagerando nas queixas.

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