

DOMINGO NA FEIRA DA LIBERDADE EU ACHEI OUTRA CIDADE
(Como cantou meu amigo Rodrigo Leão.)
Fomos almoçar em um chinês da Liberdade.
Não adianta ir sem indicação. Há uma portinha chinesa ao lado da outra, sem diferença alguma. É preciso saber em qual entrar. Uma vez lá, não pague o mico de dizer o seu nome porque ninguém quer saber. Há uma fila e pronto acabou. A fila deste tal restaurante chinês é silenciosa e organizada pelas próprias pessoas que vão chegando.
Em dez minutos estávamos numa daquelas deliciosas mesas redondas giratórias. As garçonetes só falam chinês e estão sérias e apressadas. No meio do pedido elas se viram e saem andando. Mas voltam com tudo na bandeja: camarão, peixe com gengibre, lula com nirá, carpas e outras iguarias delirantes. Nas mesas ao lado chineses e um paulista abelhudo ou outro.
E no meio de todos aqueles olhos puxados havia um clima de celebração.
Eis que o grande dragão entrou anunciando a chegada do ano 4.704. O ano do porco, da fartura e da prosperidade.
Que assim seja.
Era dia de festa na Liberdade.
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