terça-feira, 23 de junho de 2009



EM CANNES

Já são dias longe de casa. Não me lembro de passar tanto tempo assim andarilha, sem horário nem compromisso. Acordo, decido onde tomo um café, olho um pouco o mar, vejo um carrossel com crianças e escuto a fala musical dos franceses. De repente caio no Palais e aí ando rápido, procuro notícias, encontro pessoas, trabalho.
E saio de novo para um almoço, uma taça de vinho e para entrar em lojinhas e treinar falar francês perfeito para um dia alguém não desconfiar que eu não sou daqui. A vontade de ganhar leão se mistura com o desejo louco de ver minhas filhas.
O livro Têt-a-Têt é meu grande companheiro. E a idéia de uma vida libertária e bem vivida abre muito nossos horizontes. Este libertário a que me refiro significa sem amarras e tem relação com espaço e tempo. Hoje estava sentada em um bar de um hotel em frente ao mar, na Croissette. Estava tocando Natking Cole, e depois Frank Sinatra e até Bee Gees, eram nove e meia da noite, mas ainda dia, pedi um vin do pays e um peixe que veio tão simples e perfeito que roubou toda a minha concentração.
Viagem é isso. Os sentidos e os segundos.

Um comentário:

  1. Nica, tô indo pra aí... levo na mala nossos filhotes e o mundo pode acabar. Que tal?

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