
EU AMO GENTE. EU AMO HISTÓRIAS.
Contar história é um dom. Há os que são bons de prosa, de retórica, de semântica. Há os que têm risada que dá liga nas palavras, os que fazem caretas, os que representam. E há uns que abrem a boca e vão soltando frases e formando cenas fabulescas. Hoje no almoço foi assim. Juca, com aquele sotaquezinho vai entrando devagar no assunto:
Quando pequena eu era muito gordinha. Mamãe não me deixava comer. Um dia roubei uma lata de leite condensado e fugi para cozinha. Queria fazer doce de leite na panela de pressão. Pois a panela explodiu e espalhou doce de leite por toda a cozinha. Uma explosão muito feia e barulhenta. Foi doce de leie nos azulejos, nos cachorros, no cabelo da minha prima. Então, antes que mamãe chegasse começamos a lamber. Minha prima lambia a parede e eu lambia os cabelos dela.
Quanta graça e verdade! Senti aquele frio na barriga que acontece quando a arte me comove.
Semore escrevi textos sobre os outros. Sempre sonhei o dia em que serviria de tema para alguém.
ResponderExcluirAgradeço baixinho que você foi a primeira.
Te adoro muito
Julia